Brasil se destaca no WPP e cresce 10% no semestre

Grupo britânico reporta queda de 2% nas receitas, que chegaram a US$ 9,2 bilhões

Divulgação

O grupo WPP, que vive um processo de reestruturação em sua operação global, apresentou seus resultados financeiros do primeiro semestre de 2019 e o Brasil foi um dos grandes destaques positivos.

No mundo, as receitas no período caíram 2% para o principal grupo de agências da publicidade mundial, ficando em US$ 9,2 bilhões, muito por conta dos Estados Unidos, onde houve queda de 5,4% após a perda de contas importantes no setor de bens de consumo. No Reino Unido, o WPP cresceu 1,3%. A margem operacional do grupo ficou em 11,9%, pequena queda de 1,2 pontos em relação ao mesmo período no ano anterior.

No Brasil, as operações do grupo tiveram um crescimento de 10,2%  nas receitas “like-for-like”, que desconsideram efeitos como variações cambiais e aquisições. Dentro do WPP, o país está na categoria de “mercados de rápido crescimento”, onde as operações na Ásia puxaram negativamente os resultados. Mesmo assim, na carona dos resultados na América Latina, o bloco cresceu 1,7% e foi um dos únicos com receitas positivas.

A já mencionada queda de 5,4% nos Estados Unidos, e os resultados do Reino Unido (+0,2%) e Europa (-0,1%) contribuíram para o a queda de 2% na operação global.

Outra notícia promissora para o Brasil: o país esteve entre as cinco “encouraging growth areas” do primeiro semestre dentro do WPP, ao lado da operação da Índia, dos clientes de tecnologia, da operação de mídia programática Xaxis e das marcas de bens de luxo.

Em relação ao lucro operacional, a região de “alto crescimento”, que inclui a América Latina, fechou o semestre com US$ 244 milhões, ou 11% das receitas, ainda abaixo dos 14% dos Estados Unidos e 12,8% do Reino Unido.

Nesta quinta-feira (8) foi anunciada a mudança do country manager da operação brasileira, com a aposentadoria de Sérgio Amado.

Acima das expectativas

O WPP destaca sua nova estratégia de negócios e afirma que ela deu resultados em retenção e clientes e performance em novos negócios. O grupo encaminhou ainda a venda de 60% da Kantar por US$ 3,1 bilhões. Houve também 44 alienações de empresas nos últimos 15 meses, simplificando o WPP e posicionando a empresa para o crescimento futuro. Ao todo, o grupo espera ter US$ 3,8 bihões oriundos dessas vendas, dinheiro que será distribuído aos acionistas e que estará disponível para novos investimentos na empresa.

“O desempenho da WPP no segundo trimestre ficou ligeiramente à frente de nossas expectativas internas, mas em linha com nossa orientação para o ano todo e metas estratégicas de três anos. Os clientes estão respondendo bem à nossa nova oferta, conforme evidenciado pelas recentes conquistas, incluindo eBay, Instagram e L'Oréal”, afirmou o CEO global Mark Read.

Segundo o executivo, a transformação do WPP e seu plano de recuperação se encontram em estágio inicial e a ideia de integrar as operações segue em curso. “Continuamos a simplificar o WPP, com uma oferta mais integrada para nossos clientes, ambientes de trabalho melhores e mais colaborativos para nossos funcionários e estruturas de gerenciamento menos complicadas”, assegura.

“O progresso que fizemos e o novo momento positivo nos negócios são motivos de otimismo. Como uma empresa de transformação criativa com agências mais fortes e com mais tecnologia, estamos bem posicionados para o futuro, à medida que os clientes procuram parceiros modernos para ajudá-los a navegar em um cenário de marketing cada vez mais complexo e desafiador”, completou Read.  No Brasil, a reestruturação e simplificação do WPP estava sendo comandada por Sérgio Amado.

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