“Marcas precisam se posicionar socialmente”

Afirmação foi feita por Walter Susini, presidente da LOV e McGarryBowen, no festival

“Be an agent of change: porque a comunicação poder ser mais poderosa do que todas as AR15 já fabricadas” foi um dos temas mais interessantes do segundo dia do Festival do Clube de Criação, que acontece até segunda-feira (12), na Cinemateca, em São Paulo. Walter Susini, presidente da LOV e McGarryBowen, afirmou que as marcas precisam ficar atentas às mudanças da sociedade.

Eugênio Goulart/ Divulgação

“Uma marca não precisa se posicionar politicamente, ela precisa, sim, se posicionar socialmente. Elas precisam levantar mais bandeiras”, disse o executivo. Ele ainda foi mais além e destacou que algumas marcas têm caminhado por um caminho não muito evolutivo. “Tem muita marca que está voltando no tempo”, alertou. “São marcas que tinham ideias e que vendiam uma filosofia, mas que só vendem produtos”, completou.

Sobre quem está do outro lado do balcão, o executivo disse que também existe um processo de mudança. “As pessoas querem um pouquinho mais do que as marcas estão dando”, disse.

Como exemplo, ele citou a Unilever. “A Unilever coloca a sustentabilidade no centro de seus produtos”, ressaltou. O presidente da LOV e McGarryBowen deu ainda uma dica. “Precisamos propor aos nossos clientes mais caminhos para fazer isso”, falou.

 

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Luiz Fernando Musa, CEO da Ogilvy & Mather Brasil, outro participante do painel, falou sobre algumas das mudanças que a publicidade e a sociedade vem passando. “A publicidade não é mais só intervalo, ela vai muito mais além disso”, garantiu.

O executivo acredita que a indústria da comunicação é uma das responsáveis por lançar tendências. “Mas é também um pouco de reflexo da sociedade”, alertou.

Já Fábio Coelho, presidente do Google, que também integrou a mesa de debate, falou sobre o avanço do digital. “O digital empodera o consumidor final. Hoje, o Brasil tem mais de cem milhões de smartphones e todas essas pessoas são geradoras de conteúdo”, contou.

Ele ainda enfatizou os bons conteúdos que são gerados atualmente no país, mas alertou sobre um desafio. “O nosso desafio é encontrar meios de monetização para o produtor de conteúdo talentoso”, disse.

O executivo também falou sobre a relação dos Millenials com as marcas. “Nós estamos lidando com uma geração de Millenials que está preocupada mais com o engajamento”, afirmou. 

David Laloum, presidente da Y&R, enalteceu o avanço da tecnologia. “A tecnologia tem a capacidade de ventilar muitas coisas”, disse. “Por meio das redes sociais, o mundo se informa”, completou.

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