O que a Tech and Soul não fez e que refletiu em Cannes?

Flavio Waiteman, CCO, conta como a agência se destacou com apenas dois anos de vida

Edu Lopes

Sob o mantra técnica e alma, a Tech and Soul voltou para casa do Cannes Lions 2019 com sete Leões na mala - dois de prata e cinco de bronze, além de 14 shortlists. O bem-vindo peso extra foi resultado de "Goleiro Distraído" para a Uber no Maio Amarelo. O case mostrou o goleiro Santos, do Athletico Paranaense, checando o celular em jogo contra o Galo, para alertar sobre perigos de dirigir com o aparelho.

A agência fez dois anos em abril sob liderança de Claudio Kalim (CEO), Fernando Amino (COO), Flavio Waiteman (CCO), oriundos da Africa, e Claudio Gora (founder), fundador da Locaweb. Recentemente, Kalim falou ao PROPMARK sobre o que a agência faz para crescer, como ter uma equipe enxuta e grupos de trabalho de fornecedores parceiros.

Nesta terça-feira (23), o CCO Waiteman participou do ABA Cannes Insights by GoAd e também comentou os bons resultados. No entanto, ele revelou outras peças do quebra-cabeça. "Vou contar o que NÃO fizemos. Para conquistar em dois anos essa posição, a gente teve que 'não fazer' várias coisas: não temos um só modelo de remuneração; não temos que vender uma determinada mídia; não temos todas as disciplinas em casa; não trabalhamos nos finais de semana; e não temos um modelo 100% fechado", disse. 

Na avaliação do profissional, os cinco passos fazem parte da evolução que o mercado vai fazer. Além disso, ele destacou aspectos curiosos, como o nome escolhido para ser seguido como mantra ( Tech and Soul - técnica e alma) e o fato da agência estar sediada um "lugar agradável": o andar superior do Bar Astor, na Vila Madalena.

"É preciso ter coragem - ou loucura não sei.  A remuneração pode ser por mídia, por projeto, por exemplo. Também fazemos trabalhos direto com as in houses, como o case de Uber, feito com a equipe de comunicação da empresa. Ou agora que voltamos de Cannes e fizemos um job para a Gol Linhas Aéreas junto com a Purple Cow e a Junto. Ou seja, a gente não tem muito problema em dividir ficha. Nosso foco é o trabalho e resolver o problema", comenta.

Waiteman ressaltou que essa abertura requer postura para manter isso funcionando e adaptável a cada necessidade. "Não temos fórmula pronta na prateleira, fazemos de acordo com o que precisamos fazer. Para ter equipe sênior e estratégica precisamos ter algumas coisas. Por exemplo, a gente se recusa a trabalhar de final de semana. Em dois anos trabalhamos  três ou quatro, ok. Mas queremos que tudo aconteça de segunda a sexta. Somos um laboratório de coisas que a gente não quer fazer mais, e por isso fazemos coisas diferentes.”

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