Tech and Soul completa dois anos e comemora “independência”

Sem grife, agência quer criar novos modelos de negócios e já conquistou prêmios e novos clientes

Divulgação

Você deve se lembrar do goleiro Santos, do Athletico Paranaense, checando o celular em pleno jogo contra o Galo, na Arena da Baixada, em 2018. O que mais tarde se mostrou ser uma ação da Uber para o Maio Amarelo, foi a campanha que deu visibilidade ao trabalho da Tech and Soul.

 

A agência, que completou dois anos em abril e assinou o case Goleiro Distraído, nasceu da união de Claudio Kalim (CEO), Fernando Amino (COO), Flavio Waiteman (CCO) e Claudio Gora (founder), os três primeiros oriundos da Africa e o último fundador da Locaweb.

À frente da operação, Kalim afirma que a Tech and Soul surgiu da vontade dos sócios de criarem uma forma diferente de agência. “Todas as indústrias e mercados estão tentando achar novos modelos. Na mobilidade, aparece a Uber; nos hotéis, tem o Airbnb; e o mercado de comunicação e de publicidade, especificamente, é o mesmo desde a época do Mad Men”, defende.

Assim, a agência trabalha com foco em estratégia e criação e apresenta uma enxuta estrutura de apenas 25 funcionários. Para dar conta das demandas, criaram os chamados squads. Grupos de trabalho de fornecedores parceiros, que auxiliam na concretização das campanhas e ações.

“A operacionalização é feita pelo squad. [...] É coordenado por nós, sempre, mas se o cliente quiser, pode até pagar diretamente ao terceiro”, diz. Neste formato, garante Kalim, é possível ter relações diferentes com o mercado, desde as contas on going até a elaboração de projetos específicos, caso do Goleiro Distraído.

Grife

“A gente montou uma agência independente no sentido mais amplo da palavra. Não tem nenhum grupo por trás, a gente não tem sobrenome estrangeiro, que vem e aporta tecnologia, clientes e dinheiro. E isso tem um ônus e um bônus”, pondera Kalim.

Para ele, a independência é boa por concentrar nos sócios as decisões, embora arquem com as responsabilidades da execução dos projetos, da implantação de modelos de atuação, novas formas de remuneração e resultados.

A agência fechou seu balanço anual com 50% de crescimento em relação ao período anterior. Em dois anos, a Tech and Soul desenvolveu trabalhos, para o banco BTG – cliente- -fundador da agência; C6 Bank, para quem criaram do nome à campanha de lançamento, que deve sair no segundo semestre; Zespri; Bresco; Endeavor; Sistema Positivo de Ensino; Triunfo Participacões; Instituto Sou da Paz; Minerva – primeiro cliente internacional –; Bienal de Arte de São Paulo, que foi shortlist no One Show e El Ojo; e a Uber. Com este último, inclusive, conquistaram um Lápis de prata e quatro Merits no One Show, além de um ouro, duas pratas e um bronze no New York Festivals, por Goleiro Distraído.

 

O case também está inscrito em diferentes categorias do Festival de Cannes 2019 e o grupo está confiante que a peça chegue a shortlist. Para o futuro, a agência quer aperfeiçoar o modelo de negócios e trazer novidades ao mercado na área de mapeamento de atividades. “Sempre com independência. A gente quer fazer ações, campanhas e peças que tragam resultado. Se formos premiados é uma consequência desse resultado que a gente conseguiu”, finaliza.

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