Agências, marcas e celebridades se posicionam contra a decisão de ‘cura gay’

Publicis, Skol, Absolut e Reserva demonstram indignação com a ação que trata gays e lésbicas como doentes

A decisão tomada na última sexta-feira (15) pelo juiz federal do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, que permite que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e fazer terapias de reversão sexual, causou revolta nas redes sociais.

Rapidamente uma campanha que utiliza as hashtags #TrateSeuPreconceito e #HomofobiaNãoÉDoença tomou conta de diversas plataformas sociais, como Facebook, Instagram, Twitter e Youtube. Artistas como Ivete Sangalo, Paulo Gustavo, Fernanda Gentil, Anitta, Gretchen, Pabllo Vittar, entre outros, usaram a força de suas redes sociais para comunicar sua indignação com a decisão da Justiça Federal do Distrito Federal.

Uma das grandes sensações do primeiro final de semana do Rock in Rio 2017, a cantora Drag Queen, Pabllo Vittar, postou em seu perfil no Instagram uma foto segurando uma bandeira do arco-íris com os dizeres: “Não somos doentes”. O post já obteve quase 500 mil curtidas.

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O ator e humorista do Multishow, Paulo Gustavo, ironizou em vídeo a decisão tomada pelo juiz federal e convocou as amigas Fernanda Gentil e Preta Gil a se manifestarem sobre o assunto. O vídeo possui mais de 1 milhão de visualizações.

 

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 A cantora Gretchen saiu em defesa do filho Thammy, que realizou a transição de gênero em 2015, e fez um desabafo: “Eu não tenho um filho doente. Meu filho é saudável e cheio de coração", revelou em vídeo em que convocou pais de gays, lésbicas e pessoas transgênero para um movimento. Já Anitta pediu em vídeo de sua página no Instagram que os pais não obriguem seus filhos a buscar tratamento.

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Agências de publicidade e marcas também demonstraram seu protesto contra a ação em tom de ironia. A Publicis distribuiu um comunicado interno assinado pelo presidente da agência, Hugo Rodrigues, informando que só aceitará atestado médico de doenças e tratamentos que façam sentido no século em que vivemos. A agência também aproveitou para fazer um anúncio de vagas em sua página do Facebook. “Como construir valor e identidade de marca sem acreditar no valor e apoiar a identidade das pessoas? Para todas as orientações, gêneros, cores e origens: há vagas”, revela o comunicado.

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Já a agência Purple Cow se manifestou no Instagram através do texto de @Brunodipaulovieira e informa que acredita que compartilhar o amor é o melhor remédio contra a homofobia.

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A Skol, que neste ano havia lançado latas comemorativas para celebrar o orgulho LGBT em São Paulo, realizou diversos posts em suas redes sociais. A marca de cervejas afirma que mais do que se aliar a uma causa, é preciso dar voz a elas. Com isso, a Skol apresenta a nova campanha da marca, Redondo é ser aliado, que conta com o apresentador Caio Braz, a cantora Linn da Quebrada, a Drag Queen Lorelay Fox  e o rapper Drik Barbosa. No filme, os quatro falam da experiência de participar da campanha. O vídeo termina com duas mãos coloridas se tocando e a assinatura da campanha: Skol. Redondo é ser aliado.

 

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A marca de vodka Absolut realizou um post em sua página do Facebook com os seguintes dizeres: Amor não é doença. É a cura.

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Vale ressaltar o engajamento das marcas em prol da causa. No post de Absolut conferimos o apoio da Skol na causa.

Já a marca de roupas Reserva postou um vídeo em suas redes sociais mostrando a diversidade de camisetas com frases de apoio a causa. O post ainda traz a seguinte mensagem: “Se fosse doença a Reserva não existiria porque estaríamos todos com atestado médico”, afirma a marca.

 

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Diversas outras marcas e empresas como, Rede Globo, Google, Universal Pictures Brasil, canal Space Brasil, Ben & Jerry’s, Walmart, 99, Cemitério Jardim da Ressurreição também fizeram posts em suas plataformas sociais em prol da campanha digital contra a decisão.

A ação busca suspender a resolução 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia (CPF), que proíbe psicólogos de oferecerem qualquer tratamento ou terapia de reversão sexual, também conhecida como ‘cura gay’. Em nota, o CPF, afirma que é contrário à medida e afirma que a ação representa uma violação dos direitos humanos e não tem qualquer embasamento científico. O Conselho irá recorrer da decisão.

 

 

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