“Ninguém ama publicidade. Pessoas amam conteúdo”, diz ECD da Grey

Durante palestra no Social Media Week, Bruno Bux deu dicas de como engajar o público

Como ser relevante numa época em que um dos botões mais clicados da internet é o “Pular Anúncio”? Bruno Bux, Diretor Executivo de Criação da Grey Brasil, deu alguns exemplos durante palestra ocorrida nesta terça-feira, 11, durante o Social Media Week, que aconteceu  na sede da ESPM, em São Paulo.

Intitulada “Propaganda que não tem cara de propaganda ganha Grand Prix em Cannes?”, a apresentação foi recheada de verdades sobre o mercado da propaganda. “Em 2002/2003 a gente ainda olhava´a publicidade com bons olhos. Hoje ninguém precisa assistir publicidade se não quiser”, reflete o criativo.

Para Bruno, a propaganda virou o caminhão da pamonha. “Ninguém quer ser interrompido. Os anunciantes estão percebendo isso. [...] Por isso a Netflix não tem propaganda. Por isso o Spotify com propaganda é um saco. As pessoas têm tolerância zero para o que a gente faz. Ninguém ama publicidade no Brasil, nem em lugar nenhum. Elas amam conteúdo”, explica.

Mas, então, como fazer propaganda que atinja o público? Segundo Bruno, só tem um jeito: fazendo coisas que importam. O que exatamente? O criativo deu alguns exemplos.

Histórias importam

Um dos cases da Grey citados pelo criativo foi o “Mães Olímpicas”, feito para P&G. “Enquanto todas as câmeras estavam focadas nos filhos, nós as viramos para as mães. [...] Quando as pessoas se conectam com a história, elas se conectam com a sua marca”, afirma Bruno.

Outro case mencionado foi o The Talk, criado pela BBDO de Nova York para a P&G. Bruno defende que é preciso fazer o público refletir. A campanha em questão, por exemplo, aborda algumas conversas difíceis que pais negros precisam ter com seus filhos sobre racismo.

Causas importam

Bruno também mencionou o case da Grey feito em parceria com a RedeTV! para denunciar os males do assédio e de como as denúncias são importantes para combatê-lo.

Experiências importam

É preciso envolver a audiência. Segundo Bruno, um dos grandes cases de experiência é Go With the Fake, da Diesel, criado pelas Publicis Milão e Nova York. A marca inventou a Deisel, uma fake da Diesel que, na verdade, era verdadeira. Entenda abaixo:

Outra experiência destacada pelo ECD foi criada pela Grey Brasil para Volvo. Para o lançamento do novo Volvo XC60, a agência transformou depoimentos verdadeiros dados durante test-drives em anúncios veiculados em tempo real.

Inovação importa

Um dos cases inovadores exibidos por Bruno foi criado pela Grey para o Reclame Aqui. Trata-se do The Canceller, um robô que facilita a vida do consumidor insatisfeito ligando e cancelando serviços de TV por assinatura, telefone, entre outros.

Serviços importam

“Se eu, como marca, crio um serviço que facilita a tua vida [...] eu viro o post que tua tia manda no ‘bom dia, grupo’”, afirma Bruno ao mencionar o case do Detector de Corruptos, um app que detecta, por meio do reconhecimento fácil, políticos corruptos. O case venceu o Grand Prix em Mobile no Cannes Lions de 2018.

Infelizmente, após reclamações e ameaças de processo, o app precisou mudar o nome: Detector de Ficha de Político (ou: Detector de FDP). 

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