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A geração Z é composta pelos nascidos entre 1980 e 1990 que cresceram com a tecnologia, acompanhando todos os avanços em computadores e videogames. É uma geração que aprendeu a ser multitarefa, estudando ao mesmo tempo em que ouve música, ou com a televisão ligada. A geração Y veio logo depois, a partir da segunda metade dos anos 1990.

Taxada como distraída ou superficial, é composta por jovens que acreditam que suas ações podem fazer do mundo um lugar melhor. Além disso, é uma geração sempre em busca da autorrealização, que atua de diversas maneiras para explorar todas as suas possibilidades de crescimento.

“Essas duas gerações vivem de forma conectada através da internet, e perdem um pouco o rumo quando ficam sem celular, acesso à internet ou a qualquer dispositivo que permita saber o que acontece no mundo em tempo real, e sem que possam fazer parte dele através das redes sociais”, comenta o especialista em comunicação verbal, redes sociais e viralização de vídeos Kim Archetti.

Para ele, é fundamental adotar uma postura diferenciada quando se quer comunicar alguma coisa a essas duas gerações. “É preciso antes de tudo saber para quem você irá falar, só assim é possível criar uma conexão que trará o retorno e a atenção buscada”.

Confira dicas do especialista:

Aposte no humor

Humor e entretenimento não são o oposto de autoridade e credibilidade. Esses recursos – se utilizados de forma estratégica, na abordagem certa e de forma inteligente- trazem ótimos retornos no quesito engajamento. “Quando você procura formas de se divertir com cada situação, tudo flui de forma natural”, destaca Kim.

Demonstre entusiasmo

Em qualquer conversa, seja com amigos ou com colegas de profissão, é preciso manter uma entonação que indique seu entusiasmo com a conversa, seja para atrair a atenção do ouvinte ou para demonstrar que está interessado.

“Ninguém gosta de conversar ou muito menos de receber insights com pessoas que aparentam estar pouco entusiasmadas. Busque manter uma postura que demonstre toda a sua vontade de estar fazendo o que está fazendo para quem está ao seu redor”.

Não subestime seu público

Essas são duas gerações confiantes em si e cheias de autoestima. Certas do potencial que possuem, buscam por empregos com melhor qualidade de vida e realizam atividades que estejam ligadas ao que gostam ou buscam para suas vidas profissionais.

“Aborde temas que tenham relevância e foque em conteúdos que agreguem valor ao seu público. Pesquisar antes o que pode ser questionado é uma das maneiras de garantir que a mensagem adequada será entregue para o público certo”, recomenda.

Mantenha-se bem informado

Quantas vezes você já passou por uma situação em que não sabia do assunto sobre o qual as pessoas estavam conversando? Com essas duas gerações, essa situação ocorre com maior freqüência, uma vez que programas favoritos de humor, séries e filmes tornam-se inspiração para novas palavras, ou viram a “piada do momento”.

Pesquisa online global realizada em 2016, pela Nielsen, com 30 mil pessoas em 60 países, mostra que a TV ainda é a principal fonte de notícias, tanto para a geração Y (48%), quanto para a geração Z (45%), e que os buscadores estão entre as três principais fontes de notícias.

“Os jovens gostam de fazer referências às suas séries ou humoristas favoritos no cotidiano. Além disso, buscam estar sempre informados quanto ao que acontece não só na comunidade em que vivem, como em outros países. Buscar por assuntos em comum é um grande trunfo para chamar atenção e conectar-se com esse público”.

Respeite a diversidade

Característica passada da geração Y para a geração Z, o respeito às diferenças é fundamental para quem quer se comunicar com essas gerações. Diferenças de gênero, raça, religião ou comportamento são questões fortemente defendidas por ambas.

Segundo pesquisa recente da consultoria Consumoteca, realizada com jovens entre 17 e 21 anos, 37% dos entrevistados preferem consumir produtos de marcas que sejam atuantes com causas sociais, sendo que 46% deles dão ainda mais valor se as causas forem ligadas ao feminismo, igualdade racial ou direitos dos animais.

“Eles trazem enraizado com eles o sentimento de que o mundo só passará a mudar a partir do momento em que cada um mudar também e, por isso, tornam-se protagonistas de suas próprias vidas, com a consciência de que cada um é responsável 100% sobre tudo o que acontece nela”, afirma o especialista.