Facebook faz testes de anúncios no aplicativo Messenger

Empresas poderão usar a ferramenta de bate-papo para fazer publicidade; especialista analisa impacto para usuários

Depois de experiências na Austrália e na Tailândia, o Facebook anunciou que os testes de anúncios no Messenger, aplicativo de bate-papo, irão se expandir para todos os mercados.

De acordo com a companhia, as empresas poderão usar o direcionamento do Facebook para alcançar as pessoas no Messenger. A nova ferramenta vai criar conexões entre os clientes existentes e em potencial entre os mais de 1,2 bilhão de pessoas que usam o recurso mensalmente.

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Os anúncios serão vistos na guia página inicial do aplicativo móvel. Ao tocar na publicidade, as pessoas serão enviadas para o destino escolhido durante a criação do anúncio. Esse destino pode ser o site ou uma conversa dentro do próprio Messenger.

Além dos anúncios, as soluções disponíveis de publicidade continuam sendo: abrir conversar com os cliques nos anúncios do Messenger; gerenciar conversas na plataforma do app; envolver novamente as pessoas nessas conversas usando mensagens patrocinadas.

Para criar um anúncio no Messenger, os usuários devem acessar o Gerenciador de Anúncios e o Power Editor. A solução pode ser adicionada às campanhas por meio dos objetivos de tráfego e conversões a partir desta terça-feira, 11 de julho.

Michiel Tops, gerente de marketing e comunicação da loja de departamentos australiana David Jones, falou sobre a experiência com os testes. "Os anúncios do Messenger foram um adicional poderoso às nossas campanhas publicitárias digitais, nos ajudando a alcançar nossos clientes onde eles já estão ativos e envolvidos. E, graças à otimização de posicionamento no Facebook, Instagram, Audience Network e agora Messenger, podemos continuar melhorando nossos investimentos com publicidade e impulsionar os resultados dos negócios". 

Aplicativos de bate-papo versus publicidade

Não é de hoje que se discute a inserção de anúncios em aplicativos de bate-papo, como é o caso do Messenger e do WhatsApp. Em março  deste ano, a Reuters teve acesso a vários documentos que poderiam comprovar que a empresa de Mark Zuckerberg estaria criando uma estratégia baseada na exibição de anúncios para tornar o WhatsApp mais rentável. A ideia seria que as empresas poderiam entrar em contato com usuários. 

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Patricia Gomes, coordenadora de redes sociais do Omelete, explica que o teste beta feito pelo Facebook no Messenger tem sempre o objetivo de deixar a experiência do usuário melhor.

“A publicidade não estará dentro das conversas, mas sim na lista de contatos. Por isso, não acho que é invasivo, mas é uma oportunidade para os clientes atingirem usuários em potencial. Caso isso, eventualmente, aconteça dentro das conversas, aí sim é mais complexo. Por exemplo: você estar falando de Homem Aranha e surgir um anúncio sobre o assunto. Aí sim entrariam questões polêmicas de privacidade”, explica.

Outra opção que poderia ser oferecida para o usuário seria versões diferentes com e sem anúncios. “As pessoas poderiam pagar um valor anual de instalação para fazer o download da versão sem anúncios ou, então, fazê-la gratuitamente, mas recebendo os anúncios na plataforma”, opina Patrícia. 

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