Os perfis nas redes sociais com base de até 20 mil seguidores são os que mais geram conteúdo na internet, sendo responsáveis por 66% do total. Esse dado foi colhido pela Airstrip Group, empresa de mineração de dados provenientes das redes sociais, que realizou um estudo a partir da base de mais de um 1,1 milhão de perfis monitorados. O objetivo foi explicar como posts contribuem para o marketing de influência.

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Na pesquisa, 24% do conteúdo produzido estão nas mãos de quem tem entre 20k e 100k. Isso significa que 86% do conteúdo analisado foi gerado por perfis com base de audiência menor que 100k. Os influenciadores com mais de um milhão de seguidores geram apenas 2% dos posts.

A empresa se baseou na análise de 560 milhões de posts dos últimos 90 dias levando em consideração três pilares: mudanças no comportamento das redes sociais, estratégia com micro influenciadores e o impacto de posts patrocinados.

Levando em consideração o volume de posts, o estudo mostra que o público teve uma queda de interesse em postagens pagas. Perfis com mais de um milhão de seguidores no Instagram, por exemplo, tiveram queda de 47,3% de engajamento em publicações identificadas como patrocinadas por marcas com as hashtags #ad, #publi e #publipost. Entre os que tem entre 20k e 100k, os posts tiveram 24,7% a menos de comentários e curtidas. Essa queda acontece entre 35,8% e 21,6% para os mesmos grupos no Facebook.

Luis Otávio Cambraia, sócio da Airstrip Group, acredita que entender exatamente quem são os micros e macroinfluenciadores e como eles são relevantes na estratégia de comunicação das empresas é o diferencial para o sucesso das marcas. “O primeiro passo é fazer uma seleção de perfis de acordo com a relevância do influenciador dentro das categorias desejadas. Ele deve ter ao menos 30% de relação com o tema desejado. Em seguida, filtramos aqueles de acordo com a qualidade de engajamento a partir da pontuação na nossa ferramenta e, para finalizar, fazemos a distribuição de perfis entre os diferentes tamanhos de base”, explica.

No último ano, o YouTube foi a rede social que mais gerou alcance para seus usuários, totalizando 108,2% de crescimento nas bases. O Instagram fica em segundo lugar, com aumento de 63,3%, enquanto o Facebook soma 44,8%. Por último, o Twitter apresentou crescimento de 30,5%. Entre os assuntos mais comentados estão futebol e política no Facebook e moda e fitness no Instagram.

Olhando separadamente o Instagram, a Astrip analisou a mudança de algoritmo e a entrada do Stories na rede social. O impacto foi positivo, desde os perfis de 20k até mais de 1M de seguidores, na entrega de conteúdos para seus seguidores. Isso porque a timeline foi ordenada de acordo com relevância e não ordem cronológica. Os perfis que mais tiveram aumento de engajamento foram os de base de audiência entre 100k e 300k, com crescimento de 34%. Com a chegada do Stories, houve uma variação no número de publicações na timeline, caindo o número de compartilhamento de posts feitos pelos influenciadores em geral. Nos perfis entre 1k e 20k, a maior queda foi registrada, chegando a 20%.