Redes sociais ganham muito poder

Mídias caminham a passos largos para estar entre as líderes do mercado

Arielle: “a América Latina é um mercado fundamental e temos visto grande sucesso em parcerias”Se a internet já era uma dor de cabeça para mídias de agências e anunciantes descobrirem onde e quando colocar suas campanhas para atingir o público exato, imagine agora, em que as redes sociais contam com veículos fortes que caminham a passos largos para estar entre as líderes do mercado de mídia brasileiro.

Sim, com exceção (nem tanto) à TV aberta – e mais exceção ainda à Rede Globo, essa, sim, soberana e que deve manter sua posição de líder da comunicação brasileira por muitos anos devido a sua credibilidade, alcance 100% nacional e qualidade de transmissão única –, nenhum executivo de veículo dorme sossegado com Facebook e Twitter ampliando sua atuação e entrando com força na publicidade. E olhe que ainda tem muito espaço para Instagram, Rdio, Spotify, Google+ – este com a chancela do maior player do digital mundial – e outros.

O Twitter, por exemplo, está investindo em parcerias no Brasil e na América Latina. Tudo isso por meio do Twitter Data, um modelo de análise de dados sofisticado que reúne bilhões de postagens e comentários feitos na plataforma e os organiza, permitindo que as empresas acessem a base de dados da rede social para identificar o comportamento dos usuários em relação aos temas específicos de seu interesse. Na prática, essa ferramenta atua como uma escuta social que pode facilitar a atuação de empresas e órgãos governamentais no entendimento da opinião pública online.

De acordo com Arielle Schwartz, gerente de parcerias de dados da rede social que mais cresce no país, o Twitter Data aponta para um crescimento anual de 423% (entre março de 2013/14 até março de 2014/15). Além disso, ela contou que empresas em mais de 40 países já utilizam os serviços da companhia, sendo quase um terço delas internacional. “A América Latina é um mercado fundamental e temos visto grande sucesso em parcerias com organizações que analisam os nossos dados de forma única e que fornecem análise para marcas e grupos de mídia.”

Considerado o maior banco de dados de opinião pública do mundo, além do nome, idade e localização geográfica do internauta, o serviço também reúne preferências pessoais e opinião dos usuários do Twitter em relação a produtos, serviços e todas as experiências que compartilham na plataforma.

Atualmente, o Twitter Data atende clientes na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no México, no Peru e no Uruguai. Alguns deles são Ibope DTM, Socialmetrix, Flowics, Scup, E.Life e a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas. Com o Twitter Data, a FGV consegue monitorar a opinião dos usuários da rede em relação aos temas ligados à política. Além da localização geográfica, a diretoria identifica também o teor, se é positivo ou negativo dos Tweets.

“Nossos parceiros desenvolvem seus próprios sistemas, que analisam e entregam insights de dados brutos do Twitter. Cada tweet contém mais de 65 elementos de metadados que fornecem contexto para as conversas que os usuários estão tendo no Twitter. Nossos parceiros analisam esses dados para identificar tendências e proporcionar uma visão única para as empresas”, explica a executiva.

Os dados sociais fornecem uma visão única para qualquer decisão de negócios e percepções instantâneas de seus clientes, funcionários e stakeholders. Essas informações são utilizadas desde o setor de mar-

keting e atendimento ao cliente até áreas como cadeia de produção e gerenciamento de riscos. “Quando as empresas em todo o mundo desejam ter informações sociais sobre seus clientes, elas trabalham com o Twitter Data e seu ecossistema diversificado de provedores de soluções. Nós acreditamos que os dados sociais ainda estarão na espinha dorsal de todas as empresas”, diz.

Números são complexos

Se as redes sociais estão aí à disposição do mercado publicitário, seus números, porém, são complexos. O Scup, ferramenta líder mundial de mercado nas redes sociais, divulgou uma análise feita a partir de 170 milhões de posts realizados no Facebook, Twitter e Instagram em 2014.

No Facebook, “o império de Mark Zuckerberg”, que teve mais de 86 milhões de posts analisados, os dias de semana são aqueles preferidos para interagir na rede. O pico é toda segunda-feira, das 21 horas às 22 horas (no Brasil, uma grande concorrência com o horário nobre da TV aberta), com mais de 800 mil posts, muitos deles comentando os fatos do final de semana.

Já o Twitter, com mais de 78 milhões de posts (o que prova o crescimento da rede, que em outros tempos estava bem atrás em números que o Facebook), tem no domingo à noite seu prime time. A explicação é óbvia – é no domingo que ocorrem os grandes eventos esportivos, que são comentados em profusão nas redes. Sem contar posts sobre locais onde estiveram no fim de semana.

Já o Instagram, que ainda por ter mercado aberto, foi a rede que mais cresceu em 2014 (235% em relação a 2013), tem seu pico na sexta-feira à noite. Foram analisados “apenas” pouco mais de 45 mil posts.

O estudo “Horários Nobres” foi realizado para analisar os períodos de maior movimento durante 2014 nas três redes, e identificou o comportamento da audiência em cada canal social separado por dias da semana, horários e um comparativo entre essas duas variáveis. Na análise, 50,7% dos posts foram do Facebook; 46,1% do Twitter e 3,2% do Instagram. DMD

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