3 sinais claros sobre a explosão do visual search

Busca por meio de imagens abre novos horizontes criativos para as marcas

Especial publicitário

NicoElNino/iStock

A tecnologia de visual search melhora continuamente e se expande para diversas plataformas, aplicativos e websites. Avanços recentes têm tornado muito mais fácil para o usuário a tarefa de tirar uma foto de um produto com seu smartphone e comprar este item ou procurar por outros semelhantes. Apesar de pouco prático, ainda é um processo mais rápido e simples do que fazer pesquisas nos sites de buscas, usando palavras.

A pergunta que não quer calar dentro dessa temática é a seguinte: como o visual search vai moldar os hábitos de pesquisa dos usuários conectados nos próximos anos e o que isso representa para as marcas? Neste artigo, tentarei ilustrar um panorama de como essas questões poderão impactar nos negócios.  

Antes, no entanto, é preciso explicar alguns aspectos do visual search. A tecnologia permite realizar buscas por imagem, inclusive considerando um objeto específico de uma foto. Por exemplo, uma cadeira ou outro objeto presente na imagem. A busca também pode ser feita utilizando aplicações de realidade aumentada. Assim, um usuário pode fotografar uma cadeira que viu na casa de um amigo e achou interessante, e fazer o upload da imagem para um site ou app de visual search (irei comentar os principais em seguida), que classifica automaticamente o objeto representado – revelando inclusive sua marca.

Ferramentas

sematadesign/iStock

A mídia social de visual search talvez mais popular no mundo, o Pinterest, conta com a tecnologia Lens, que identifica objetos em fotos inseridas pelos usuários no sistema e sugere tags e a possível marca do item. Além disso, apresenta ao usuário opções de itens semelhantes, de outros usuários e também patrocinados. Neste segundo caso, um clique na imagem leva o usuário ao site de e-commerce do anunciante, já na página do item específico.

O Bing, serviço de search da Microsoft, conta com recurso similar, chamado simplesmente de “Visual Search”. Por meio dele, o usuário faz o upload de uma imagem e pode usá-la para pesquisar itens semelhantes, obtendo automaticamente listas de preços dos produtos. Já o Google conta com o recurso Google Lens. Sua última versão estava já inserida em várias câmeras de smartphones do sistema operacional Android, sem a necessidade de que o usuário baixe um aplicativo. É o Google dando um passo na frente da concorrência, enquanto as redes 5G não surgem, para permitir a navegação mobile em altíssima velocidade.

Potencial

Chris Ryan/ iStock

No futuro próximo, em que estas redes 5G se tornarem o novo padrão de infraestrutura mobile, é provável que o visual search se torne tão popular quanto é hoje a busca por palavras. E essa disseminação do visual search será baseada na Realidade Aumentada. Por exemplo, será possível ver um carro na rua e se interessar em obter mais informações sobre o modelo. Em vez de digitar no navegador do smartphone uma lista de termos, como “sedan”, “cor preta”, quatro portas”, será necessário apenas apontar o smartphone para o veículo e aparecerão na tela informações como o modelo, marca, ano de fabricação, opcionais, preço e uma lista de varejistas com ofertas do veículo.

Inovação

franz12/ iStock

O visual search por realidade aumentada na tela do smartphone será apenas o início. O próximo passo de sua evolução será dado quando os óculos de realidade virtual se tornarem menores, práticos e acessíveis. Iremos então caminhar pela rua e receber informações em tempo real sobre praticamente qualquer produto que entrar em nosso campo visual. Para o profissional de marketing, as estratégias a serem tomadas nesta época serão bem mais complexas do que apenas promover anúncios no Pinterest.

Edmardo Galli é CEO da IgnitionOne Latam. Em sua trajetória profissional, já se aventurou por diferentes segmentos de atuação. Na área de entretenimento, já foi roteirista para grandes séries, filmes e livros de sucesso nacional e internacional. Como empreendedor desenvolveu os mais variados projetos para múltiplos formatos de empresas. Em 1996, fundou uma das primeiras agências digitais do Brasil, a 10’Minutos Interactive, que se tornou uma marca reconhecida na indústria, adquirida em 2007 pela Ogilvy & Mather. Depois, foi presidente para a América Latina daUmbro.com e presidente Brasil da Todosport Network. Atualmente, à frente da IgnitionOne, é responsável pelas estratégias da empresa no país, além de gerenciar as operações na América Latina. A IgnitionOne é uma das empresas de tecnologia mais inovadoras do mundo digital e está incluída como “Visionária” no “Quadrante Mágico” dos hubs de marketing digital do Gartner. 

 

 

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