A era da verdade

O que é fundamental para uma parceria de sucesso entre marca e celebridade? Essa foi a pergunta que fiz para um número considerável de personalidades e anunciantes. Apesar de não haver um roteiro, as respostas seguiram o mesmo script. Todos acreditam que, atualmente, a verdade e a credibilidade são os pilares fundamentais para a criação de grandes cases, seja para a venda de produtos de varejo e serviços ou para a construção de uma marca.

Quando fazemos a recomendação de uma personalidade para um projeto ou uma campanha publicitária, levamos em consideração, dentro da nossa metodologia, alguns fatores: o papel ou trabalho que será interpretado ou realizado no período, se o artista teve seu nome associado recentemente a um concorrente e a que outras marcas já estão associado.

Ao incluirmos perguntas práticas ligadas ao briefing que temos em mãos, percebemos certa resistência por parte dos agentes ao nos dar informações que de cunho pessoal sobre o artista. Um ponto fundamental para se construir uma narrativa de credibilidade é conhecer com quem você vai trabalhar - saber que o Lázaro Ramos é intolerante a lactose nos rendeu um contrato de anos - ou  se a cantora está disposta, ou não, a usar o aparelho celular na vida real e não só no dia da gravação, são alguns pontos que temos que entender antes de qualquer novo job.

Anunciantes esperam que tenhamos essas e outras respostas, evitando cases como o do cantor que estrelou uma campanha de carne mesmo tendo-a cortado da sua dieta, artistas que nunca usaram tal hidratante, apresentadoras vegetarianas divulgando frios e enlatados - olha que os cases de não sucesso são muitos. A ideia é que o marketing pareça natural e faça sentido para ambas as partes. O engajamento e a identificação do público com a personalidade são fatores essenciais.

O comportamento na vida privada está diretamente relacionado a imagem profissional. De acordo com uma pesquisa do Careerbuilder, de 2017, cerca de 70% dos empregadores checa as redes sociais dos candidatos. Não há mais uma separação entre a vida real e a virtual.

Minimizar o risco por meio de investimentos em pesquisas e obtenção de dados, monitoramento e análise no ambiente digital farão a diferença. Transferir e reunir todas essas informações para uma plataforma de inteligência artificial foi um trabalho desafiador.  

Paula Gertrudes é CEO e fundadora da Connection

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