A revolução da Gucci

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Antes de mais nada, desculpo-me. Precisava de uma citação compatível, não encontrei, e recorri à ciência e à arte de usar palavras inventadas ou de criar palavras. Isso posto, o artigo desta semana. Guccio Gucci era um artesão de origem. Começa trabalhando como ascensorista no legendário Hotel Savoy de Londres. Com a família abre em Florença, em 1921, uma pequena fábrica de peças de couro. Malas de couro ostentando os brasões das famílias da nobreza da época. É descoberto pela burguesia de Veneza, Itália e países vizinhos...

Nos anos 1930, cresce e prospera. Clientes do mundo todo atrás de suas bolsas, luvas, sapatos e cintos. A primeira loja é aberta na cidade de Roma, no ano de 1938. 40 anos depois, espalha-se pelas principais cidades do mundo. 14 lojas, 46 franquias, mais moda, mais perfumes. Fim dos anos 1980, briga entre os herdeiros, 50% do capital é vendido para a Investicorp, de capital árabe. Domenico Del Sole assume o comando e contrata o estilista e diretor de cinema Tom Ford para uma arrumação geral. Deixam a publicidade da marca Audrey Hepburn e Grace Kelly e entram Madonna e Tina Turner.

Em fevereiro de 2008, inaugura a maior loja da grife em NYC. 14 mil metros quadrados. E sua primeira loja no Brasil, no Shopping Iguatemi, com 470 metros quadrados, no mês de novembro. Salta para novembro de 2017. Gucci passa por uma nova revolução e apresenta os primeiros resultados para seus clientes e para a imprensa brasileira. Objetivamente, enquanto o setor da moda e do luxo registrava um crescimento de 2%, a Gucci crescia 23 vezes mais: 46%.

Marco Bizzarri, 53 anos, presidente da Gucci, em entrevista para Pedro Diniz, da Folha, escancara: “Somos a grife que mais cresce no mundo. Ultrapassamos Saint Laurent como a de maior faturamento no grupo Kering (dono da Gucci, Saint Laurent, Puma e Bittega Venetta). Vendemos entre janeiro e setembro mais do que em todo o ano passado, quando totalizamos € 4 bilhões...”. E detalha a receita do sucesso:

1 – Sem gênero – “Não temos mais a separação entre masculino e feminino. O estilo segue o mesmo padrão, com pequenas diferenças”;

2 – Pichação de luxo – “Convertemos os barulhentos em aliados. Fizemos uma parceria com o grafiteiro Trouble Andrew, que nos detonava e agora assina uma coleção conosco”;

3 – Pop millennial – “Somamos com Beyoncé e nos fizemos presentes e parceiros na música Formation. A aproximação da marca com o público jovem, que considerava a grife velha e superada, foi imediata. Hoje compram e usam”;

4 – Campanhas nonsenses – “Nossa publicidade não se concentra mais nos produtos e sim em história mirabolante tipo cenas de invasão de extraterrestres e criaturas verdes...”;

5 – Revolução online – “Nos associamos ao market place Farftech e hoje vendemos e entregamos nossas roupas em até 90 minutos” (caso de São Paulo).

E toda essa receita devidamente aditivada com mensagens de otimismo e infinito amor, segundo o presidente da Gucci, Marco Bizzarri, que arremata dizendo: “O noticiário está abarrotado de notícias ruins. Nada de subestimar o que acontece no mundo, mas as pessoas esperam atitudes mais otimistas, sempre; e é o que temos feito”. É isso amigos, num mundo de crises, derrocadas, falências, fim, um exemplo de sucesso é sempre revigorante e inspirador.

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