Bolsonaro polemiza com declarações sobre BV

Associação Brasileira das Agências de Publicidade se posiciona e diz que é preciso desfazer "crenças e mitos"

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Admitindo ter ouvido falar muito recentemente a respeito do "BV" (Bonificação por Volume), o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que serão tomadas medidas  para acabar com a prática, bem como com os privilégios de verbas publicitárias de governo a determinados veículos, promovendo uma distribuição mais equânime de investimentos publicitários.  As afirmações foram feitas durante o discurso de posse dos presidentes dos bancos do governo - Banco do Brasil, BNBES e Caixa -, quando lhe foi dada a palavra. Bolsonaro brincou que a cerimônia estava concorrida, pois se tratavam dos "homens do dinheiro", sendo que desta vez "dinheiro do bem", conforme ressaltou. 

Ao final de uma fala em que ressaltou "transparência acima de tudo",  Bolsonaro disse que entre as decisões do governo que contam com o apoio de seu Ministro da Economia, Paulo Guedes, está a de buscar "junto ao Parlamento brasileiro a questão do BV, que tem que deixar de existir". Segundo  o Presidente,   acabar com o BV tornará a imprensa mais livre para fazer um bom trabalho no Brasil. 

Sobre verbas publicitárias, como já vem dizendo desde a sua campanha eleitoral, Bolsonaro ressaltou que não serão direcionadas para o veículo A, B ou C, pois "a imprensa livre é a garantia da democracia". Sabe-se que um de seus alvos é o Grupo Globo, atacado frequentemente ao longo da campanha eleitoral e acusado de "parcial". Tramita, inclusive, um projeto de lei que será apresentado pelo deputado eleito Alexandre Frota (PSL/SP), quando o novo Congresso assumir, em fevereiro, que visa proibir o BV que, segundo críticos, seria o instrumento que garante o domínio da Rede Globo no mercado publicitário de TV aberta no Brasil.

Procurada, a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) divulgou um comunicado no qual afirma que pretende dialogar com o novo governo e explicar como é a atual regra de compra de mídia no Brasil, desfazendo crenças e alguns mitos que o mercado brasileiro não possui boas práticas nesse segmento. O comunicado destaca os seguintes itens: 

"1- O nível de sofisticação dos profissionais de mídia e das ferramentas técnicas utilizadas pelas agências de publicidade brasileiras são referência no mundo.

2- Diferentemente do que acontece em outros países, no mercado brasileiro nenhum plano de mídia é adquirido sem a expressa aprovação por parte da equipe de marketing do cliente, que examina várias opções e solicita alterações sempre em busca de eficiência técnica. Tudo é feito de maneira clara e profissional.

3- Os planos de incentivos são utilizados por quase todas as grandes atividades do país e convivem em harmonia com os fundamentos do liberalismo econômico."

Assista à íntegra da fala do presidente na cerimônia realizada na segunda-feira (7), em Brasília:

 

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