Brasil oficialmente no radar da NFL. Mas no final, a inveja bate

Não é nenhuma novidade. Os números da NFL são impressionantes, mesmo que o futebol americano não seja nem esporte olímpico. Globalmente, o Super Bowl só perde em consumo e relevância para jogos finais de dois eventos de grande mobilização mundial – Copa do Mundo de Futebol e Champions League.

No Brasil, a liga vem ganhando cada vez mais espaço e fãs. É notória a movimentação em torno da NFL, amigos marcando encontros para assistir aos jogos, bares e restaurantes anunciando a transmissão. O resultado desta paixão que cresce ano após ano, está nas redes sociais e no crescimento expressivo da audiência da emissora que transmite no Brasil.  Obviamente, as marcas perceberam o movimento e começaram a desenvolver ações específicas para esse público.

Por conta disso, o Brasil entrou, há algum tempo, no radar de prioridades da NFL, que pretende trazer um jogo da liga para o país, algo inédito e que, certamente terá uma aceitação muito positiva. Eu sou fã da NFL, não só do esporte, mas de tudo o que gira em torno dele. Aqui, em Nova Iorque, tive a oportunidade de entender todo o negócio que envolve a liga. Andrew Hess e Mary Pat Augenthaler, executivos da NFL, fizeram uma apresentação muito interessante para o grupo de profissionais presente no evento anual do Grupo de Mídia. Pudemos entender um pouco melhor tudo o que envolve o esporte,  não só nos Estados Unidos, mas no mundo.

Tudo gira em torno da paixão, tudo é estruturado  com muito profissionalismo e estratégia como em qualquer coisa que os americanos se dispõe a fazer.  Por exemplo: uma cidade que sediará um Super Bowl. Ela precisa estar comprovadamente preparada para receber o evento e proporcionar a melhor experiência possível para os fãs da NFL. E se não estiver, que se prepare, aumente o número de leitos de hotel, melhore infraestrutura e tudo o que pode envolver a palavra bem estar do fã. E um detalhe importante: a Liga  não está ligada  diretamente ao Governo, mas obviamente os órgãos públicos são envolvidos,  pois sabem o tamanho da paixão e engajamento gerados pelo esporte.

Enfim, temos muito o que aprender com a NFL, com o Super Bowl, e como é possível fazer algo direito em torno de uma paixão da população. Como oferecer experiências inesquecíveis aos fãs e como gerar receita para quem apoia o esporte.

No final, fica aquela sensação de inveja... afinal, estamos muito longe de saber trabalhar direito uma paixão, como eles fazem com a NFL.

Francisco Rosa é diretor de mídia da Artplan, e escreveu direto da viagem do Grupo de Mídia São Paulo.

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