Cinema se comunica bem com o consumidor desde a infância

No primeiro trimestre de 2018, o share do meio que era de 0,4% saltou para 3%

Além do OOH, outro meio que ganhou destaque no Mídia Dados 2018 é o cinema, também de certa forma ligado ao digital e ao Out of Home. O estudo aponta que o meio possui maior correspondência com internet, principalmente com pessoas de 12 a 34 anos de idade e da classe A/B, do sexo feminino. E que a internet possui maior correspondência com cinema e outdoor, principalmente com pessoas de 12 a 34 anos de idade.

O share de 0,4% já saltou para 3% no primeiro trimestre de 2018, segundos dados do Kantar Ibope Media. Os setores que mais investiram em ações publicitárias no período foram serviços ao consumidor, mídia, bebidas, telecomunicações e financeiro e securitário. O resultado é reflexo de uma iniciativa das empresas Flix Media e Preshow, que atuam com a comercialização de publicidade em cinemas no Brasil, junto ao instituto para mudar a metodologia de monitoramento de publicidade do meio. A cobertura subiu para 137 praças, o que representa 69% das salas de cinema do território nacional. Além disso, houve soluções para agilizar a programação da mídia cinema por parte de agências e anunciantes.

Segundo Ivan Martinho, da Flix Media, a força do cinema é estar com o público ao longo de sua jornada – não só de consumo, mas de vida. “Apesar de não ser uma novidade ir ao cinema, ele continua sendo algo importante para as pessoas: quando era criança ia com os pais, depois o cinema foi provavelmente a primeira saída sem os pais, foi programa de namoro... O único momento que para um pouco é quando tem filho pequeno, mas depois volta. O cinema continua se comunicando muito bem com o público jovem, mas é atemporal. Ele consegue ter uma comunicação individualizada e profunda”, diz.

Ele comenta que o cinema, nos últimos dez anos, cresceu de 5% a 7% ao ano (exceto 2017 em comparação com 2016 por causa do filme Dez Mandamentos, cuja bilheteria não foi equiparada no ano seguinte) e a indústria voltou a crescer no número de salas. E ele vê condições de expansão. “O Brasil tem cerca de 207 milhões de pessoas. Em 2017, o mercado brasileiro de cinema vendeu 182 milhões. Não vendeu um ingresso por pessoa. Temos espaço”, avalia.

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