Como o Brasil poderia se apaixonar pelo tênis?

Com Maria Esther Bueno, Thomaz Koch, Gustavo Kuerten, Marcelo Melo e Bruno Soares, o Brasil já deu provas de que vai além do futebol. Mas para o país se manter com regularidade no topo do ranking do tênis mundial, é preciso bem mais do que bons talentos nas quadras. Novos campeões e, consequentemente, a paixão pelo esporte se consolidarão se houver maior investimento na modalidade, nos profissionais do setor e no planejamento estratégico a longo prazo.

Nesse contexto, marcas e empresas têm uma grande oportunidade de vincular a sua imagem aos atletas, equipes ou eventos relacionados ao mundo do tênis, gerando, assim, resultados positivos em repercussão e relacionamento.

Iniciativas como o Instituto Tênis, idealizado em 2002 pelo empresário Jorge Paulo Lemann e um grupo de empresários, vem conquistando grandes marcas, evidenciando que com um planejamento diferenciado, patrocínios, parcerias e apoios, é possível desenvolver atletas e conquistar ótimos resultados em competições nacionais e internacionais em um esporte ainda não tão popular no país.

Nesse sentido, uma ação inteligente e diferenciada de engajamento, lançada pelo Instituto Tênis recentemente, foi o primeiro programa de Sócio Torcedor do tênis brasileiro, possibilitando aos aficionados do esporte ajudar na formação de novos atletas. Os associados ainda podem usufruir de inúmeros benefícios, como o acompanhamento de torneios, camisetas do Instituto, clínicas de capacitação esportiva, participação em reuniões com conselheiros, e até bater uma bola com os mesmos, de acordo com o tipo de plano escolhido. Os apoiadores também participam dos mais modernos programas de fidelidade esportivo e locação de quadras.

Para promover maior adesão ao programa, a Attitude Esportiva, agência responsável pela comunicação online da entidade, realizou, desde Dezembro de 2016, uma pesquisa com mais de 600 fãs e praticantes de tênis do Brasil, com o objetivo de compreender melhor esse universo e efetivamente endereçar o desenho de um programa de associação desejado por essa comunidade.

O mapeamento mostrou que mais de 60% dos entrevistados tem menos de 18 anos e entre 35 e 59 anos. Também sob o total, 34% apontaram ter ensino superior e a maioria dos respondentes atualmente reside na região Sudeste do país (41%).

A pesquisa contou com a participação de 73% das pessoas que se disseram apaixonadas por esportes em geral, sendo 65% praticantes de tênis, e 58% com hábito de praticar o esporte pelo menos uma vez por semana.

Quando questionados sobre meios de comunicação e consumo que se informam sobre o esporte, portais esportivos e mídias sociais são os principais canais, e 37% afirmam ter comprado um produto relacionado ao tênis na última semana.

Outro ponto que ficou evidente no levantamento foi o desconhecimento a respeito de doações via isenção fiscal, sendo apontado por 53% dos respondentes. Apenas 26% afirmaram conhecer a Lei de Incentivo ao Esporte e somente 4% já doaram por meio da legislação. No entanto, o que muitos não sabem é que o patrocínio a projetos esportivos, em troca de incentivos fiscais, é um importante instrumento para o fomento do setor e pode ser vantajoso para quem apoia a causa. Os descontos para pessoa física chegam a até 6% no valor do Imposto de Renda devido. Já para pessoa jurídica, tributada com base no lucro real, o desconto é de até 1% sobre o imposto devido.

Uma participação mais efetiva de todos, por intermédio de ações diversas e um real incremento de investimentos, em um trabalho conjunto entre governo, empresas, entidades e sociedade, será o grande catalisador para levar o tênis a cada vez mais pessoas, descobrindo e investindo em novos talentos.

Um atleta de destaque brasileiro influencia diretamente na reputação internacional do país e é fruto do trabalho de muitas pessoas, ao longo de um tempo bastante extenso.

O grande desafio é alcançar o topo, em uma realidade pressionada pelos anseios do curto prazo. O Instituto Tênis é um desses raros casos em que há uma visão de conquistas numa realidade de construção contínua. Na Attitude Esportiva, nossa intenção é ser um agente ativo nessa quebra de paradigma, trazendo mais visibilidade ao projeto e conexões rentáveis com fãs e praticantes desse encantador esporte.

Fernando Cury, sócio diretor da agência Attitude Esportiva.

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