Conteúdo e inteligência cognitiva como ferramentas para desenvolver estratégias efetivas

As redes sociais são um campo fértil para a comunicação no Brasil. Elas caíram no gosto dos brasileiros e nos tornamos o país campeão em acessos da América Latina, com mais de 93 milhões de usuários mensais ativos, segundo pesquisa do Emaketer, e o número continua crescendo anualmente.

Nesse cenário, fazer com que nossos clientes alcancem os usuários dessas plataformas de forma efetiva tornou-se um desafio para os profissionais e agências. Grandes estruturas e equipes não foram capazes de garantir o sucesso da comunicação nesses meios e uma equação que parecia simples se mostrou muito complexa.

As pessoas passam horas e horas do dia acompanhando nos feeds de notícias do Facebook, Instagram e outras redes sociais aquilo que escolhem ver. Por isso, enquanto agência, não podemos oferecer apenas possibilidades para depois cobrar uma decisão do consumidor. Temos que oferecer conteúdo.

Aqui, falamos de um conteúdo relevante e que realmente engaja. Hoje, o alcance orgânico de vídeos na internet é 370% maior do que o de fotos, segundo relatório de engajamento do mLabs 2017. No Instagram, por exemplo, eles já são uma das maiores tendências e engajam 34% a mais se comparados com a performance das fotos no Facebook.

Assim, os vídeos tornaram-se parte fundamental da nova estratégia adotada pelo Grupo RÁI, correspondendo à cerca de 40% do que produzimos. Um post de um cliente médio da agência, por exemplo, que conta com investimento na faixa de R$500 reais, alcança cerca de 2 milhões de pessoas, com mais de 400 mil visualizações. Isso sim é relevante.

Sabemos ainda que até 2020, os vídeos representarão 82% de todo o tráfego dos usuários da Internet, segundo a Cisco. É esse o foco do Marketing 3.0, que busca conhecer o perfil das pessoas alcançadas para definir a maneira mais eficiente de se comunicar.

Com o objetivo de trazer resultados positivos para os clientes, enxerguei uma grande oportunidade na estrutura omnichannel que a RÁI possui, que é uma referência do formato no mercado, e apostei em uma equipe, independente da criação publicitária, que produz exclusivamente conteúdo. Formado por jornalistas, profissionais de vídeo e de criação, esse time já conseguiu atingir resultados impressionantes.

Para entregar resultados ainda mais assertivos, outra inovação foi o investimento na criação de uma área de inteligência cognitiva na agência, com a união da mídia, planejamento, tecnologia (para desenvolver qualquer plataforma digital) e Business Inteligence (BI), alinhada à tendência do Growth Hack Marketing, que busca meios inovadores de levar aos clientes os melhores resultados.

Por meio de uma plataforma digital, essa área realiza pesquisas extremamente aprofundadas com o público alvo e se baseia nos dados obtidos nas outras áreas da agência, como Interação e BI, para criar um planejamento que entregue exatamente aquilo que o cliente precisa, trabalhando com hipóteses e testes para alcançar os objetivos. A proposta é aprender o que o consumidor deseja para depois aplicar na prática um conteúdo que esteja de acordo com isso. Todas as empresas do Grupo devem seguir as diretrizes apontadas por esse plano, unificando a comunicação dos clientes e gerando mais resultados.

Em todas as áreas é preciso inovar constantemente, mas, na comunicação, a coragem de mudar e a ousadia para tentar o novo é essencial.

Fabio Burg é fundador e CEO do Grupo RÁI

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