Marcas apostam em parcerias para fomentar mercado de aplicativos

Empresas de entrega propõem soluções conjuntas visando novos negócios; publicidade ganha espaço

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Com o aumento dos aplicativos de compartilhamento de carros, o termo MaaS – mobility as a service – também passou a se popularizar. A sigla representa a integração de diferentes formas de transporte em uma única plataforma, cabendo ao usuário combinar o seu trajeto entre um ou mais modais.

Algumas companhias já vêm trabalhando para a centralização de serviços e produtos em um mesmo aplicativo, caso da Uber, que promete ser uma “plataforma agnóstica para movimentar as pessoas”. Para Fabio Sabba, diretor de comunicação da empresa, pelo app será possível escolher o meio mais conveniente para se locomover. “Seja um carro ou uma bicicleta, o acesso à compra de bilhetes do sistema de transporte público e, no futuro, até mesmo um veículo voador”.

Em São Paulo, a Otima empresa de OOH que detém os direitos de comercialização publicitária de pontos de ônibus, desenvolveu o Leve-me, aplicativo que permite ao usuário buscar linhas de transporte público, receber informações sobre o trânsito, além de mapear as estações de metrô, trem e ônibus, e gerar avisos sobre previsão do tempo e dicas culturais.

“Ele faz a roteirização do ponto A ao ponto B e, dentro disso, dá possibilidades multimodais de transporte. Temos parcerias com Uber, Zazcar, Waze e agora estamos iniciando com Yellow e Grin”, comenta Ludhiana Brock, head de inovação da Otima.

“Nossa intenção é fomentar a utilização do transporte público, levar uma solução de melhoria para o deslocamento do usuário, além de trazer serviços e informações sobre acidade, auxiliando em sua gestão”, aponta.

A busca por entender ainda mais o consumidor fez a Otima revisitar o seu mix de serviços no Leve-me e, também, nos pontos de transporte.

O resultado é a personalização das campanhas entregues no aplicativo e em OOH. “Uma marca pode utilizar pins no nosso mapa, mostrar benefícios de promoções e serviços, e fazer posts notifications para pontos de venda”, diz Ludhiana.

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“A gente consegue entregar campanhas contextualizadas aos clientes. Marcas de produtos como chocolate, música, cinema e atividades físicas utilizam muito essas ações no Leve-me”, destaca.

Ainda que de forma analógica, a Alelo, bandeira de cartões especializada em benefícios para empresas, também desenvolveu uma solução que abarca o conceito MaaS.

O cartão permite aos funcionários das empresas parceiras escolher de que forma vão investir seus créditos de transporte. “O RH dá um limite ao funcionário de R$ 1.500, por exemplo, e ele é quem decide como investir”, comenta André Turquetto, diretor de marketing da Alelo.

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“Hoje temos parceria com táxi, bilhete único, aluguel de bikes, patinetes e até voo fretado”, defende. A empresa mantém acordos com Cittamobi, 99, Easy, Cabify, Zazcar, Urbano e Flapper. Outra iniciativa da Alelo é a Veloe, voltada ao pedagiamento eletrônico, estacionamento de rua e shoppings.

Entregas

Se de um lado a tecnologia permitiu maior poder de escolha sobre a utilização de modais, de outro, reorganizou a forma com que pessoas consomem nos grandes centros.

Desde 2017 no Brasil, a colombiana Rappi concentra uma série de parceiros em sua plataforma, que entrega “de tudo”. De acordo com Raphael Daolio, head de brands da empresa, a Rappi está inserida em um contexto de conveniência.

“No horário de pico, quando as pessoas ficam duas horas no trânsito, você pedir algo e não colocar mais um carro na rua ajuda na questão da mobilidade”, aponta.

Eles estão em sete países e aqui atuam em diferentes capitais. Segundo Fernando Vilela, head de growth e marketing da marca, a meta é estar em mais 20 cidades do mercado nacional até o fim de 2019. Para o executivo, uma das principais conquistas da Rappi é o fato de manterem uma taxa de crescimento de 30% mês contra mês. Em abril, eles receberam um aporte de US$ 1 bilhão do banco japonês Softbank.

Em janeiro, a empresa anunciou o RappiPay, funcionalidade de carteira digital, que permite transferências de dinheiro entre usuários da plataforma e pagamentos em estabelecimentos físicos por meio do aplicativo, sem a necessidade de uma conta bancária intermediando as ações.

Além disso, eles utilizam uma plataforma tecnológica de marketing e performance chamada RappiOne, que promove insights sobre hábitos de consumo. A empresa anunciou ainda, a entrada no mercado de publicidade digital com o lançamento do Click2Rappi, por meio de uma integração com a Adsmovil. Segundo Diego Bonna, head de strategic accounts, eles mantêm parcerias em diferentes frentes. Os acordos comerciais englobam players do porte de Sanofi, Coca-Cola e L’Oréal, entre outros.

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Há meses, entretanto, a empresa teve de substituir o contrato de cooperação com o Grupo Pão de Açúcar (GPA) por um análogo com o Carrefour, já que a rede varejista adquiriu 100% da startup curitibana James.

Desde 2016, eles atuam no mercado de entregas e estão expandindo seus serviços para outras cidades. Até o fim do ano, eles querem ter cobertura total em São Paulo, além de mais 10 localidades. A F.biz é responsável pela estratégia de construção da marca.

Eles pretendem ainda ampliar o mix de produtos e serviços por meio de parcerias. “O varejo está mudando e há necessidade de o grande varejista se relacionar em nível pessoal com cada cliente”, defende Lucas Ceschin, um dos quatro fundadores do James e agora diretor da plataforma no GPA.

Inovação

Posicionada como uma foodtech, empresa que alia tecnologia a entrega de alimentos, o iFood mantém operações também no México e na Colômbia, e se tornou unicórnio, cuja avaliação no mercado supera US$ 1 bilhão, em março de 2017.

Segundo dados da empresa, o iFood tem uma base de 12,6 milhões de usuários no Brasil. A foodtech afirma ser “a única que desenvolve o ecossistema de food delivery atendendo a todas as pontas da cadeia: consumidores, entregadores, restaurantes, produtores e distribuidores.”

A empresa desenvolveu o iFood Shop, um marketplace que conecta restaurantes aos fornecedores, possibilitando que o estabelecimento consiga fazer as suas compras em somente um local.

A empresa conta com investidores como a Movile, de marketplaces móveis; e a Just Eat, empresa de pedidos online. A companhia quer ampliar os atendimentos mensais e está duplicando o seu investimento em inteligência artificial (IA), logística, melhorias de sistemas e tecnologia. Entre as áreas a serem priorizadas pelo iFood estão soluções para favorecer a redução de preços e aumentar a eficiência dos serviços.

Na última reportagem da Série Mobilidade, o PROPMARK se debruçará nas parcerias entre empresas e órgãos públicos na gestão da mobilidade nas grandes capitais. Além disso, vai apresentar as agências de publicidade que têm iniciativas na área tanto para seus clientes quanto internamente.

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