Marcas de chocolate esperam manter mesmo resultado da Páscoa 2015

Crise incentiva empresas a desenvolverem ovos de baixo custo, para tentar repetir vendas do ano anterior

Para estimular o consumo de ovos de Páscoa, a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) apresentou 147 novidades na semana passada, em São Paulo. A expectativa do setor é manter o mesmo resultado do ano passado, em função da atual conjuntura econômica. A aposta para atingir o mesmo desempenho é oferecer diversas opções para todos os bolsos e gostos. Na Páscoa de 2015, foram comercializadas 19,7 mil toneladas de chocolate, o que correspondeu a cerca de 80 milhões de ovos de Páscoa. Segundo o vice-presidente de chocolate da Abicab, Ubiracy Fonseca, o resultado ficou estável se comparado ao ano de 2014.

“Esperamos ter o mesmo desempenho em 2016. No atual cenário não vai haver crescimento”, adianta. Ele afirma ainda que o setor vai produzir 100 milhões de ovos. A tendência para este ano é que o consumidor opte por ovos de menor tamanho para caber no orçamento. “Este ano as pessoas vão presentear com produtos de menor preço. Opção é o que não falta”.

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Já para a Nestlé, segundo André Laporta, gerente de marketing da empresa, a expectativa para este é muito boa. Baseada em dados de pesquisas, que têm apontado que o consumidor em momentos econômicos mais sensíveis poupa nos itens básicos, mas não nos que lhe proporcionam momentos de prazer, os considerados pequenos “mimos”, a marca acredita que o resultado seja bom. Como a Páscoa tem essa característica, a marca investiu num portfólio amplo e variado.

A linha Nestlé conta com ovos que utilizam a nova fórmula de chocolate ao leite, com mais leite e com textura mais cremosa. Uma das novidades está direcionada para a legião de seguidores de Star Wars. O ovo vem com opções Kylo Ren e Stormtrooper.

Entre os lançamentos da marca estão desde o Moça Doce de Leite Colher até os coelhos de chocolate Alpino e Galak, para quem pretende dar presentes com baixo custo. A empresa também investiu forte em materiais e layout diferenciado para ajudar o consumidor a ter uma experiência de compra mais simples e positiva. “Teremos ilhas extras e sinalizadores nas parreiras para ajudar na escolha e também investimos em um treinamento detalhado de nossos representantes, para auxiliar o consumidor em todas as suas necessidades no PDV. Para ter uma ideia contratamos cerca de 6 mil promotores ao todo”, diz Laporta.

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O Grupo CRM, detentor das marcas Kopenhagen, com 351 lojas, e Chocolates Brasil Cacau, com 533 lojas, espera faturar R$ 1,3 bilhão em 2016, considerando a somatória das vendas da fábrica e das lojas. “A Páscoa é sempre uma data muito importante para o Grupo CRM, em função da representatividade das vendas, lançamentos de produtos diferenciados, conquista de novos clientes e fidelização daqueles que são fiéis às nossas marcas, pois reconhecem nossos atributos. Em 2016, não será diferente”, estima Renata Moraes Vichi, vice-presidente executiva do grupo.

As vendas do período representam 29% do faturamento anual da marca Kopenhagen. Para a Chocolates Brasil Cacau, as vendas são ainda mais representativas. No mesmo período, a marca conquista 31% das vendas do ano.

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