Petrobrás segue diretrizes de Bolsonaro e revê patrocínios para cultura

Presidente afirmou que arte “não deve estar a cargo de uma petrolífera estatal”

Reprodução

A Petrobrás está avaliando a continuidade dos contratos de patrocínio firmados em governos anteriores. A decisão estaria ligada ao posicionamento de Bolsonaro (PSL), que criticou, via Twitter, o financiamento estatal da cultura.

O presidente afirmou que por mais que "reconheça o valor da cultura e a necessidade de incentivá-la", o financiamento de atividades culturais "não deve estar a cargo de uma petrolífera estatal".

Ainda de acordo com a publicação do presidente, a soma dos patrocínios dos últimos anos passaria de R$ 3 bilhões. “Determinei a reavaliação dos contratos. O Estado tem maiores prioridades”, afirmou sem pontuar, no entanto, para quais áreas os valores seria redistribuídos.


Desde 2003, a Petrobrás patrocinou mais de quatro mil projetos culturais, por meio da criação do Programa Petrobras Cultural, que passou a ser a maior seleção pública do tipo no país. Juntas, as áreas de cultura e imprensa consumiram quase R$ 160 milhões da estatal no ano passado.

A petroleira confirmou que está "revisando sua política de patrocínios e seu planejamento de publicidade, em alinhamento ao novo posicionamento de marca da empresa, com foco em ciência e tecnologia e educação, principalmente infantil".

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