Quem quer ser um milionário, ops, um influenciador?

Cerca de 140 mil pessoas foram enganadas por uma corrente que circulou no Instagram na última semana. Uma conta falsa anunciava um programa de influenciadores da Adidas, que estaria em busca de 100 microinfluenciadores para representá-los nas redes sociais. Em troca da exposição, os escolhidos ganhariam vales-presente, um produto da marca por mês, além da exibição nos canais digitais da empresa.

Ainda, segundo a página, qualquer um com mais de 200 seguidores poderia participar, bastava seguir o perfil (fake) e enviar a promoção para 100 amigos, criando um processo viral de divulgação. A conta vinculada ao golpe, que chegou a 140 mil usuários, foi desmascarada pela própria Adidas e até mudou de nome.

Eu preciso agradecer ao golpista. Ele testou empiricamente algo que defendo há alguns anos: existe uma cauda longa de microinfluenciadores dispostos a assumir a posição de defensores e embaixadores de marcas que gostam em troca de exposição, produtos e experiências.

Há cerca de um ano tivemos uma reunião com um cliente, que desabafou sobre um problema bem comum de quase todos os anunciantes que precisam de destaque nas redes sociais: o custo do influenciador. Orçamentos de R$ 500 mil, sempre para as mesmas pessoas, para darem alguns tuites ou fazerem alguns posts no Instagram, torna o processo cada vez mais caro.

Durante o bate-papo, eu e minha equipe aproveitamos a oportunidade e mostramos que, para cada grande influenciador que cobra R$ 100 mil por um post no Instagram, existem milhares de pequenos que, somados, têm tanto alcance quanto e maior poder de conversão. E isso não sou só eu que comprovo, e sim o mercado!

Uma pesquisa da HelloSociety, agência de marketing e tecnologia de mídia social, apresentou um estudo onde campanhas com pequenos e microinfluenciadores têm resultados de conversão seis vezes maiores em relação aos grandes nomes das redes sociais.

Há ainda a questão Credibilidade versus Custo. Porém,  o fato é que 90% dos usuários de redes sociais afirmam acreditar na opinião de amigos, ou seja, a confiabilidade está aí, o que explica o poder de conversão dos pequenos, afinal eles falam para “amigos”. Já em relação aos custos, eles são muito menores, o que abre um novo universo para as organizações que querem aumentar sua presença digital, gastando menos. 

Os microinfluenciadores não costumam ter consciência de seu papel como mídia. O ganho financeiro pode estar no radar, mas ainda não é uma realidade. Ele se engaja na divulgação de um serviço ou item em troca de relevância junto a uma determinada marca.

Fazendo uso correto da calda longa é possível criar uma imensa comunidade de defensores da marca que tenham seu engajamento premiado com mimos, tudo de forma automatizada, mensurável, dinâmica e divertida, afinal a gamificação é um novo caminho a ser explorado.

Por fim, formar um imenso grupo de embaixadores que, no fim, irá custar menos de 30% do que é gasto hoje com grandes celebridades da internet, tem se mostrado mais eficaz.  Muita gente pode ainda se questionar “será que haverá gente interessada nesse formato?”. Eis que o golpista deu a resposta: Sim! Portanto, apostem sem medo!

 

 Eden Wiedemann é CEO e fundador Wololo e criador da Talkative, plataforma que cria, alimenta e engaja comunidades

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