Sinapro-SP se posiciona sobre polêmica envolvendo o BV

Sindicato diz que é fundamental explicar aos representantes do novo governo a forma de atuação das agências

Agência Brasil/Marcos Corrêa/PR

O Sinapro-SP (Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de São Paulo), juntamente com outras entidades do setor, integra o movimento que pretende mostrar ao Governo Federal a importância das agências de publicidade para a indústria da comunicação e como impulsionadora da economia e dos negócios.

Setor que emprega milhares de profissionais em todo o País – apenas em São Paulo, são cerca de 17 mil pessoas ocupadas, segundo pesquisa realizada pelo próprio Sinapro-SP –, a atividade publicitária brasileira mobiliza bilhões de reais de investimento, conquistou reconhecimento internacional por sua qualidade e criatividade. Em contrapartida, há uma série de equívocos sobre a atividade que precisam ser esclarecidos.

“É fundamental explicar, para os representantes do novo governo, como é a forma de atuação das agências, para que não haja equívocos na definição das políticas que irão orientar as decisões governamentais, seja no que se refere à destinação das verbas públicas nesta área, quanto na definição das normas que regulam o setor”, afirma Dudu Godoy, presidente do Sinapro-SP.

Um dos pontos que já estão gerando polêmica é o pagamento do BV – Bonificação por Volume, ou plano de incentivo, diante da declaração do presidente Jair Bolsonaro de que pretende extinguir esse mecanismo de remuneração das agências, que foi regulamentado em 2010 e é praticado por todos os meios como um incentivo às agências e, consequentemente, aos anunciantes.

Durante discurso, Bolsonaro disse que entre as decisões do governo que contam com o apoio de seu Ministro da Economia, Paulo Guedes, está a de buscar "junto ao Parlamento brasileiro a questão do BV, que tem que deixar de existir" (saiba mais aqui).

“Queremos esclarecer quais são as regras de compra de mídia no Brasil e o verdadeiro papel dos incentivos, desfazendo o rumor de que as agências brasileiras não seguem práticas adequadas”, explica Dudu Godoy, ao ressaltar que a forma de remuneração do mercado publicitário foi amplamente discutida entre todas as partes envolvidas, ou seja, clientes, agências, anunciantes e fornecedores, e este acordo está expresso nas normas-padrão do CENP, com total transparência, pois é um documento aberto a todo e qualquer cidadão brasileiro.

O movimento reúne os Sinapro's de todo o País, a Fenapro – Federação Nacional das Agências de Propaganda e a Abap- Associação Brasileira das Agências de Propaganda.

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