Variedade de temas marca o início do SXSW

A cada hora, são oferecidas mais de uma centena de atividades; Brasil tem delegação de peso

De 9 a 18 de março, Austin (EUA), volta a sediar o maior evento sobre inovação, South x Southwest, ou simplesmente SXSW, como é mais conhecido dos brasileiros.

O festival atrai mais de 100 mil pessoas do mundo todo e gira em torno de ideias disruptivas, novos conceitos e lançamentos em tecnologia, música, cinema e games que, ao final das contas, formam a base do mundo digital em que vivemos.

No geral, a hiperatividade dá o tom. A cada hora, são oferecidas mais de uma centena de atividades. Grandes ícones, celebridades, novos talentos e meros desconhecidos se alternam em mais de 50 lugares diferentes. APP por aqui é manual de sobrevivência. Tem que usar ou a imersão pode virar afogamento.

Uma novidade para ajudar na maratona é o robô Abby, que ajuda quem está com dúvida e ao mesmo tempo cria a experiência em termos de machine learning. A startupvvillage , chamada de “Accelerator”. São diversos pitchs de oito minutos que podem valer a inspiração até o próximo festival.

Ao que parece, o mercado brasileiro já reconheceu a importância da SXSW na evolução das marcas e dos negócios e, este ano, deve compor uma das três maiores delegações estrangeiras, segundo a embaixadora da SXSW para o Brasil, Tracy Mann.

Da programação “feita por nós”, constam aproximadamente 50 atividades entre palestras, startups, expositores, bandas e filmes, em que merece destaque a pré-estreia do documentário “A Nossa Chape”, que conta a história de superação da equipe do Chapecoense (direção de Jeff e Michael Zimbalist e co-direção do colombiano Julian Duque).

Com a campanha “Brazil: feeding the world’s body and soul”, a presença verde-amarela será reforçada em solo texano pela Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Em espaço exclusivo, a empreitada promoverá 77 empresas e diversas iniciativas, com o objetivo de facilitar o networking entre brasileiros e o mercado internacional.

Desde 2012, o festival passou a tratar com mais profundidade temas convergentes com maior relevância na era digital como saúde, jornalismo, civismo, governança, impacto social, esporte, educação, realidade virtual e até gastronomia que nesta edição, tem um painel minimamente curioso, intitulado “Is Cannabis the Next Superfood?”. Diversidade, inclusão, poder compartilhado, empoderamento feminino e algumas esquisitices também estão na pauta.

Como já é de praxe, muitas cócegas na mente são esperadas para o festival. Se há uma década atrás os holofotes brilhavam sobre apps e soluções para o cyberspace, agora são os novos discípulos de Elon Musk, os “desbravadores digitais do espaço” chamam a atenção com seus futurologismos em nome da vida humana muito além do planeta terra.

A preocupação com a alimentação sustentável para astronautas em outros planetas, mobilidade espacial, seres biônicos e questões da NASA como os extraterrestes e a primeira viagem ao sol em 2018, fazem desta SXSW, literalmente, a mais “viajandona” de todos os tempos. “Brincar” com as tecnologias revolucionárias do século XXI é passado.

A ansiedade em torno de da SXSW vai se justificando ainda mais. De novo, o desconhecido, o inatingível é o alvo. E ao menor sinal de realidade, ainda que virtual, o melhor a fazer é pular para a hipótese seguinte. É assim a rotina das mentes brilhantes em busca da inovação.

Marisa Furtado é jornalista, consultora e curadora do Madame Aubergine Cozinha & Cultura

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