Conselho da Band pede afastamento de Johnny Saad da presidência

Decisão judicial, no entanto, mantém ele no comando do grupo até 2026

Alê Oliveira

Em uma reunião do conselho do Grupo Bandeirantes ocorrida na última quinta-feira (7), composta por cinco membros da família Saad, foi deliberado o afastamento de Johnny da presidência do grupo. De acordo com informações preliminares do site Na Telinha, o placar teria sido 3 a 2, favorável ao desejo das irmãs Márcia, Marisa e Maria Leonor, contrário a Ricardo e Johnny Saad.

Mesmo com a deliberação do conselho, o atual presidente deve continuar exercendo o cargo, uma vez que está amparado por uma decisão do juiz Eduardo Pellegrinelli, que qualquer mudança no comando do grupo altera o acordo de acionistas e deve ser julgado na arbitragem, como determinado em acordo de 2014.

Entre as pautas da reunião elaboradas pelas irmãs Saad, constavam a exigência da demissão de diretores com salários acima de R$ 100 mil e a saída do vice-presidente executivo André Aguera, responsável pela grade de programação de 2018.   

Imbróglio

Em setembro, Márcia e Maria Leonor acionaram a Justiça Cível alegando que a administração do irmão era “devastadora” para as empresas do grupo. Na época, elas entraram com um pedido de liminar solicitando o afastamento dele do comando da Band.

A defesa do empresário afirmou que as irmãs "questionam fatos e atos subjetivos, que estão dentro do risco da atividade empresarial e da discricionariedade do administrador.”

Os pedidos foram negados por Pellegrinelli. Na época, ele alegou que a medida alteraria o acordo de acionistas da empresa e que o mérito da questão deveria ser julgado na arbitragem, como determina o acordo. Em dezembro, uma assembleia já teria aprovado a saída de Johhny do cargo, indo contra essa determinação do conselho.

No início do mês, o executivo transferiu para o setor privado, a Câmara do Comércio Brasil-Canadá, o processo movido pelas irmãs e deve ser julgado por três conselheiros da entidade.

João Saad está à frente da companhia desde a morte de João Jorge Saad, há 20 anos. Seu mandato vai até 2026. Procurada pelo PROPMARK, a Band afirmou que não comentará o assunto.

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