Época quer ser mais analítica e literária com novo projeto editorial

Revista troca resumo semanal de notícias por grandes reportagens

Trazer análises mais plurais que despertem paixão, reflexão e debate. Esta é a linha condutora do novo projeto editorial e gráfico da revista Época, que desde a última sexta-feira (2) mudou por dentro e por fora. A partir de agora, passa a circular nas bancas e também como encarte dos jornais O Globo e Valor Econômico.

Com a nova modalidade de distribuição, terá também sua circulação elevada para mais de 500 mil exemplares. Segundo Daniela Pinheiro, diretora de redação da revista, a ideia é se distanciar dos modelos tradicionais dos títulos semanais, que trazem resumo de notícias, e assumir a produção de grandes reportagens com narrativa literária. Às vésperas de completar 20 anos, a publicação quer recuperar o prazer da leitura, oferecendo seu conteúdo para ser consumido sem pressa, aos fins de semana.

“Seremos uma leitura imprescindível. Vamos fazer recortes exclusivos em reportagens sobre pessoas e situações. Não vamos cobrir tudo, mas vamos pautar, em vez de sermos pautados. Vamos tratar de outros temas que vão além da pauta semanal, com uma grande liberdade para ousar em assuntos, colocar outros pontos em discussão”.

A jornalista explica que a publicação investirá também em perfis provocadores e polêmicos, de personagens conhecidos ou descobertos pela redação. Histórias reais bem contadas darão o tom da publicação, tanto de personagens nacionais e internacionais.

Na edição de estreia, a publicação traz um perfil de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da companhia, e seu novo momento, agora em prisão domiciliar. Um ensaio fotográfico que retrata dez anos de violência no Rio de Janeiro e uma reportagem sobre a orientação sexual dos animais completam os destaques da publicação.

Ainda no pacote de mudanças, a redação passa a ser integrada com a de O Globo, Extra e Expresso. A parte gráfica também foi redesenhada pelos designers Claudia Warrak e Raul Loureiro – que também criaram o novo logotipo da marca: “mais simples e direto”.

A tipografia escolhida permite mais texto por página, sem que pareça comprimido. O layout prioriza o equilíbrio entre colunas de texto e áreas brancas, o que ajuda a distinguir as páginas editoriais das publicitárias. A fotografia ganha maior importância, individualmente ou em ensaios. Todas as mudanças serão comunicadas em campanha focada nas pessoas que fazem o jornalismo da marca, mostrando os rostos e posicionamentos dos novos colunistas.

Mônica Baumgarten De Bolle, professora da John Hopkins University, falará sobre Economia; Marcos Nobre, professor da Unicamp, terá uma coluna sobre Política; Paulo Roberto Pires, escritor e professor da UFRJ, abordará temas de Cultura e Sociedade e Conrado Hübner Mendes, professor da USP, assuntos nacionais e políticos. “O jornalismo profissional é um pilar crucial numa democracia. Mais do que nunca, precisamos de análises claras”, diz Daniela.

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