GNT estreia série documental que destaca luta da mulher pelo mundo

#OFuturoÉFeminino mostra as jornalistas Claudia Alves, Fernanda Prestes e Bárbara Bárcia em registros históricos por diferentes lugares

Na quarta-feira (6), às 23h30, estreou no canal GNT a série documental #OFuturoÉFeminino, produzida pela BASE#1, em que as jornalistas Claudia Alves, Fernanda Prestes e Bárbara Bárcia fazem um registro histórico das lutas feministas em diferentes lugares do mundo. Elas entrevistam, ao longo de cinco episódios, mulheres ativistas na Islândia, no Paquistão e no Brasil – países escolhidos com base no ranking de igualdade de gênero, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial – para investigar o lugar ocupado por elas nessas sociedades. “O trabalho documenta o atual momento do feminismo no Brasil e em outros lugares do mundo, que vive hoje o que se chama de ‘Primavera das Mulheres’”, diz Fernanda Prestes.

O feminismo é o tema principal da série por ser, pela ótica das jornalistas, a chave principal do processo de luta pela igualdade de gênero. Elas investigam como é ser mulher no mundo e a importância de se falar sobre feminicídio, casamento infantil, diferença salarial e abuso sexual, entre outros assuntos urgentes.
Segundo o último relatório do Fórum Econômico Mundial, ainda serão necessários mais de 100 anos para que a igualdade de gênero seja alcançada no mundo. “Acreditamos que, ao registrar e exibir nossos encontros com mulheres engajadas em causas feministas, podemos potencializar e conscientizar outras mulheres ao redor do globo. Empatia e identificação geram evolução”, afirma Claudia Alves.

Na Islândia, que está em primeiro lugar no ranking há dez anos, as jornalistas conversam com algumas mulheres de destaque: Vigdis Finnbogadottir, a primeira mulher eleita presidente democraticamente no mundo, que participou da paralisação das mulheres de 1975; Katrín Jakobsdóttir, atual primeira-ministra do país; e Maríanna Traustadóttir, integrante do Comitê de criação da lei Equal Pay Act, que tornou ilegal o pagamento desigual entre gêneros quando a função e o tempo de trabalho são os mesmos. Lá elas também visitam uma escola Hjalli, um método educacional que trabalha a questão de gênero com as crianças desde a base.

No Paquistão, país que se encontra em penúltimo lugar no ranking de igualdade de gênero, as jornalistas abordam temas como religião, assédio e liberdade de expressão, viajando de cidades cosmopolitas a lugares mais conservadores. Os encontros são com a duas vezes ganhadora do Oscar Sharmeen Obaid, cujos filmes denunciam a violência contra a mulher paquistanesa; Tabassum Adnan, única a formar um conselho local para atender mulheres; e Afyia Zia, pesquisadora que faz uma reflexão sobre o papel da religião na vida das mulheres em um país islâmico.

O Brasil caiu cinco posições no último ano no ranking, e aqui as jornalistas conversam com a promotora de justiça Gabriela Mansur, militante pelas mulheres vítimas de violência e uma das responsáveis pelas oitivas do caso João de Deus; a ex-Pantera Negra Angela Davis, ícone internacional do feminismo negro; e Monique Evelle, jovem baiana que dialoga com a nova geração ativista no país.

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