Jornais querem conhecer melhor leitores e anunciantes

Publicações devem aprofundar relação com público, além de aumentar assinaturas digitais

Divulgação

Se depender dos planos dos jornais para 2018, o ano será positivo e bastante movimentado interna e externamente. Desde um olhar mais focado em tecnologia a avaliações com tom otimista em relação aos cenários político e econômico do país, as publicações parecem estar firmando o pé no acelerador sem olhar para trás.

A busca por dados e relevância junto ao público deve nortear boa parte da movimentação dos diários. Segundo Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ (Associação Nacional de Jornais), o meio está investindo mais em tecnologia, sobretudo na captação e análise de dados dos seus leitores.

O profissional aponta que esses passos permitem às publicações conhecer melhor os hábitos e preferências do leitor, tanto no impresso quanto no digital, para produzir conteúdo jornalístico mais adequado.

Na opinião dele, os últimos dois anos foram difíceis para os jornais, em função das mudanças no mercado de comunicação ao redor do mundo e em decorrência da “grave recessão econômica do Brasil”.

No entanto, os investimentos em tecnologia seriam parte das razões para acreditar que 2018 será melhor. Outro ponto seria uma tendência de buscar cada vez mais receitas com as assinaturas digitais. “Os avanços e ajustes dos jornais brasileiros, somados à retomada do crescimento econômico, apontam para dias melhores”, afirma.

Para o período, o foco em crescimento e em produção de conteúdo é apontado como um dos pilares de algumas empresas. De acordo com Virginia Any, diretora de mercado anunciante da Infoglobo, Editora Globo e Valor Econômico, cada vez mais os anunciantes vão buscar ambientes que tenham atenção dos consumidores, e as empresas estão se aperfeiçoando para fazer parte e atender esse movimento. Integrante importante da estratégia das três empresas é o núcleo G.Lab, estúdio de produção de conteúdo de Infoglobo, Editora Globo e Valor Econômico, apresentado na metade de 2017.

“Em 2018, queremos ter um portfólio ainda mais amplo. Acreditamos que os anunciantes buscam apoiar causas comuns às suas. Tanto O Globo quanto Valor Econômico fizeram grandes investimentos para continuar produzindo o conteúdo mais relevante para seus leitores, em novas linguagens e em todas as plataformas que fazem parte da jornada de informação dos consumidores”, explica.

Já para Marcelo Moraes, diretor de marketing de O Estado de S.Paulo, o Brasil era um país menos nervoso do ponto de vista político, ao comparar o primeiro semestre de 2017 em relação ao de 2016, algo que deve continuar em crescente este ano. “Isso por si só é um fator importante para todo país, e para nós muito positivo. Vemos um crescimento da economia e de consumo. É um cenário que não víamos há muitos anos.”

No Estadão, o executivo explica que a ideia é manter a continuidade do posicionamento de estar onde estão os leitores e falar suas linguagens. “Na nossa leitura, é um mercado mais estável, com um Estadão mais maduro, mais evoluído, mais forte em mídias sociais, eventos e iniciativas que têm revertido bem no mercado”, afirma.

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