Movimento Time's Up foi mais tímido no Oscar

Diferente do Globo de Ouro, mulheres não vestiram preto e exibiram broche em apoio a campanha

Diferente do que aconteceu em janeiro no Globo de Ouro, a cerimônia que comemorou os 90 anos do Oscar, que aconteceu neste domingo (04), não exibiu diversas mulheres vestindo trajes preto em favor do movimento 'Time's Up', que luta contra o assédio sexual e a discriminação no ambiente de trabalho. Diversos atores, atrizes, roteiristas e diretores apareceram no tapete vermelho e no palco principal usando um broche em apoio a campanha.

Logo no início do evento o comediante e apresentador Jimmy Kimmel fez uma referência ao movimento ao falar sobre a grande estátua do Oscar que estava no palco. "Oscar é o homem mais amado e respeitado em Hollywood e há uma ótima razão. Apenas olhe para ele. Ele mantém as mãos onde você pode vê-los. Nunca diz uma palavra grosseira e, o mais importante, nenhum pênis. Ele é literalmente uma estátua de limitações. E esse é o tipo de homens de que precisamos mais nesta cidade", disse Kimmel.

Lucas Jackson/Reuters

Algumas atrizes também reforçaram a importância da igualdade na indústria enquanto estiveram no palco. Sandra Bullock ao apresentar a categoria 'Melhor Fotografia' disse: "Aqui estão os três homens e a mulher pioneira", como um aceno para Rachel Morrison, da MudBound , a primeira mulher nomeada na categoria. Já Emma Stone ao apresentar os indicados na categoria 'Melhor Diretor', anunciou os indicados como: "Esses quatro homens e Greta Gerwig", salientando a única presença feminina na categoria.

A iniciativa criada por Natalie Portman e Meryl Streep e, que conta com mais de 300 profissionais da indústria, já arrecadou cerca de 21 milhões de dólares para proporcionar apoio legal subsidiado a mulheres e homens que foram sexualmente assediados, agredidos ou abusados em seu local de trabalho. O movimento também tenta se distanciar do estereótipo de que esse problema só afeta mulheres conhecidas, quando na realidade envolve todo o arco social e as mulheres menos poderosas são as que enfrentam maiores dificuldades e represálias por erguerem a voz. Nessa busca de transversalidade, também proporciona assistência a homens vítimas de assédio.

 

 

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