Record TV coloca A Casa no ar sob o comando de Marcos Mion

Rodrigo Carelli, acredita que o formato ainda resiste porque o gênero se reinventa ao longo dos anos

Em dezembro de 2001, o SBT alcançava seu recorde histórico de audiência com Casa dos Artistas, atração que popularizou o formato no Brasil. À frente da direção do programa estava Rodrigo Carelli, hoje, diretor de reality show na Record. Sob sua alçada está A Fazenda, que retorna à grade no fim do ano, além de Power Couple, apresentado por Roberto Justus, e Dancing Brasil, com Xuxa, atualmente no ar. A partir do próximo dia 27, cuidará também de A Casa, apresentada por Marcos Mion.

Divulgação

“O reality show é um estilo que veio para ficar. Não é como naquela época, há quase 20 anos, em que havia a ideia de que não vingaria”, destaca o executivo. Carelli explica que o gênero tem se reinventado ao longo dos anos, provando ser uma ferramenta poderosa para o relacionamento com as marcas e audiência. “Não acredito no desgaste do gênero. Vende-se isso desde o começo, que ninguém vai aguentar mais assistir, mas é um formato que se reinventa e tem poder inegável de influência”, argumenta.

O executivo dá como exemplo a evolução do merchandising na atração, que tem sido mais interativo e com conteúdo. “O reality show é propício para inserções publicitárias porque você insere o produto naturalmente durante a prova. É versátil porque tanto o apresentador quanto os participantes podem falar. Não é como na dramaturgia, que o ator disfarça o merchan no conteúdo dramático”, explica.

A nova casa

Formato da Fremantle Media, A Casa tem como nome original Get the F*ck Out Of My House e trará o confinamento de 100 pessoas que disputarão o prêmio de R$ 1 milhão. A diferença em relação aos demais programas do gênero é a disponibilidade de apenas quatro camas e dois banheiros. A cada episódio são definidos os líderes por meio de provas de habilidade, resistência e estratégia. Os ganhadores são responsáveis pela eliminação de até 25 pessoas por vez.

Outro diferencial é quanto aos gastos com alimentação e itens de convivência, como higiene. Será tudo descontado do valor final do prêmio. O ganhador ficará com o que sobrar do dinheiro após três meses de compartilhamento com os demais.

“Acho que vai ser surpreendente. O confinamento é tão radical que, na verdade, é um programa de desconfinamento. Quem consegue resistir ao convívio com outras 99 pessoas numa casa? Muitas vão desistindo pelo caminho”, destaca Carelli.

Esta é a primeira vez que a Record aposta em um formato novo. A atração foi testada apenas na Holanda e, agora, simultaneamente no Brasil e Alemanha. Apesar da estratégia arriscada, Carelli enxerga na atração uma oportunidade de trabalhar o formato adaptando às especificidades do mercado nacional. Na edição holandesa, por exemplo, não faltaram discussões por comida, pessoas dormindo no chão e a falta de privacidade extrema. “Será um jogo de interesses bem curioso. Os participantes vão usar parte do prêmio para comprar coisas para o dia a dia, ou seja, o prêmio será o que sobrar. É uma matemática complexa”.

A Casa será exibida sempre às terças e quintas-feiras, logo após o Jornal da Record.

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