SBT reúne mercado para discutir unificação de métricas

Executivos debateram a respeito dos desafios da TV, como a complementariedade dos meios

Se o mercado de TV aberta fosse uma onda, ela provavelmente seria tranquila. Mas é aquele tipo de tranquilidade silenciosa que precede um tsunami. Esse é o paralelo utilizado por Marcelo Parada, vice-presidente comercial e de marketing do SBT, para retratar o momento das mídias tradicionais em meio ao desafio de serem multiplataforma. O tema foi abordado durante o evento “Conteúdo em Todo Lugar”, realizado nesta terça-feira (6), em São Paulo.

Em sua segunda edição, o encontro reuniu profissionais de agências de publicidade, anunciantes, empresas de pesquisa, personalidades e executivos do SBT para discussões sobre complementariedade dos meios e como a unificação das métricas do digital e TV pode ser feita com eficiência.

O encontro trouxe também palestra de Brian Fuhrer, vice-presidente sênior e líder de produto cross-plataforma da Nilsen EUA que trouxe um panorama do consumo de serviços de streaming nos Estados Unidos. O executivo falou ainda sobre como essa tendência revela como a TV continua no centro das atenções da audiência, mas em novos formatos e hábitos de consumo.

Marçal Neto

A palestra serviu como plano de fundo para debate sobre como as emissoras estão apostando em serviços próprios de streaming, reforçando suas estratégias em redes sociais e mudando narrativas a fim de incluir os anunciantes na nova jornada do consumidor. Participaram desse painel, Silvana Balbo, presidente da ABA e vp de marketing do Carrefour Brasil; Eduardo Simon, 1º vice-presidente da ABAP e CEO da agência DPZ&T; Melissa Voguel, presidente da Kantar Ibope Mídia, José Roberto Maciel, vice-presidente do SBT e o jornalista Marcelo Torres, do SBT, como moderador.

Marçal Neto

“O processo transmídia, ou seja, a história começa a ser contada na TV, continua ser contada nas demais plataformas e pode ser finalizada de novo na TV, vai continuar acontecendo por aqui. A gente vai ser bem-sucedido se conseguirmos perceber um conceito que as marcas estão perseguindo, que é o ominchannel. Isso vem orientando muito o processo produtivo”, destacou Maciel.

Líder mundial no ranking das emissoras com maior número de inscritos em redes sociais, o SBT tem apostado no modelo multiplataforma. Segundo o executivo, não existe hoje um conteúdo que o canal crie e não pense em como pode dar continuidade. “Não importa em qual tela seja. Não existe um plano comercial que a gente solte no mercado que não tente colocar à disposição do anunciante todos os pontos de contato”.

Realizado ao mesmo tempo que o Teleton na TV aberta, no ano passado, o Teleton Mais, programação 100% digital apresentada por Celso Portiolli, foi um dos cases apresentados como exemplo da proposta multitela. O assunto foi debatido no painel que contou com a participação do próprio Portiolli, embaixador do projeto, Larissa Manoela e Maísa, atrizes e digital influencers da emissora, Michael Ukstin, diretor de ambos formatos do Teleton e de Marcelo Torres também como mediador.

Marçal Neto

Segundo Ukstin, o objetivo do projeto no digital era atrair novos perfis de audiência, e consequentemente, novos doadores. Durante as 27 horas de programação passaram web celebridades de diversos segmentos, como Hugo Gloss, Felipe Castanhari, Nah Cardoso, entre outros. O formato deu tão certo que voltará este ano nos dias 9 e 10 de novembro. Para o diretor das atrações, cada produto tem suas características próprias, ampliando as oportunidades de mensagens dos apoiadores. Com a versão no digital, a emissora também se prepara para o futuro, pensando em uma proposta que forme em médio e longo prazo os doadores para as próximas duas décadas da atração.

“Não tem como evitar esse mundo [digital]. Óbvio que jamais deixaremos de reconhecer a força da TV aberta. A gente esquece que ela é a verdadeira banda larga. Quem consegue distribuir um conteúdo para 207 milhões simultaneamente, sem precisar fazer download, sem travar e ainda de graça? Só que ela tinha uma limitação, era linear, de mão única, só conseguia mandar uma mensagem, mas não conseguia saber o que as pessoas pensavam de fato sobre ela. E com as mídias sociais agora ela ganha voz. Essa interação das telas está trazendo pra gente um insumo cada vez mais rico”, finalizou Maciel.

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