Perspectivas 2017

Mídia digital e out of home devem se manter aquecidos

Para entidades, crise abriu espaço para marcas buscarem soluções mais criativas

Se 2016 pudesse ser resumido em uma palavra, ela provavelmente seria “oportunidade”. Na visão de entidades do segmento de out of home e de mídia digital, o período foi propício para os anunciantes explorarem novas estratégias. Sobretudo as marcas, que antes detinham orçamento mais robusto, neste ano precisaram usar a criatividade para ajustar as contas, além de buscarem atualização profissional para tomadas de decisão mais acertadas.

Divulgação

Segundo Cris Camargo, diretora-executiva do IAB Brasil, é inegável o impacto do cenário político e econômico para o digital, mas, ao mesmo tempo, os anunciantes estiveram mais abertos a testar ferramentas mais eficientes. “Em 2009, a Inglaterra também passou por problemas financeiros e as marcas precisaram testar novos meios, isso fez com que o marketing digital crescesse. A gente espera que isso ocorra no Brasil. Que os anunciantes tradicionais prestem mais atenção a novas tecnologias”.

A executiva explica que já é possível observar a tendência de mais investimento em campanhas de ad search e redes sociais, por exemplo, mas só terá dados consolidados em março de 2017, quando a entidade apresentará os resultados de sua pesquisa Digital Ad Spending. Para Marcelo Sousa, vice-presidente executivo da Abradi, as agências de mídia digital tiveram desempenho superior em relação aos demais segmentos neste ano. Mais de 65% das empresas de serviços na internet tiveram manutenção da carteira de clientes em 2016 ou cresceram no período.

Segundo o executivo, houve ainda crescimento de receita em 39,6% dessas empresas, e somente em mídia display, o setor teve no primeiro semestre deste ano aumento de 74% em relação ao mesmo período de 2015, conforme pesquisa Ibope Kantar. “Reagimos muito melhor do que a publicidade de forma geral”.

Mas não foi apenas o mercado de digital que registrou avanços positivos. A aposta em novos formatos e diversificação de portfólio foi uma das principais razões para o fortalecimento do segmento de mídia exterior. Eduardo Alvarenga, presidente da ABOOH (Associação Brasileira de Out Of Home), explica que os players estão mais amadurecidos, tornando a oferta de portfólio mais qualificada. “O investimento em mídia exterior já passa a fazer parte dos grandes planejamentos publicitários. O inventário está mais qualificado, tanto as faces de mobiliário urbano quanto as de mídia indoor, e esperamos um fortalecimento deste cenário em 2017”.

Valério Junkes, presidente Nacional do Central de Out- door, também tem previsão otimista. O executivo reconhece o período de ajustes devido à instabilidade política e econômica, mas a receita de grandes eventos como os Jogos Olímpicos trouxeram reflexos positivos para a mídia exterior. O grande desafio do setor para 2017 é aumentar sua participação no bolo publicitário, que hoje é de 3%, enquanto a média mundial é de 7,4%. “Ainda temos muito espaço para crescer e parte do processo passa pela oferta de mais informações para que os clientes tomem decisões mais assertivas. Métrica e auditoria serão alguns dos pilares da associação para 2017”, finaliza Alvarenga.

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