Apro ativa campanha "Discover Brazil’s Amazing Native Species"

Confira entrevista exclusiva com Marianna Souza, presidente-executiva da associação

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O mercado de produção de conteúdos audiovisuais para publicidade e entretenimento vai marcar presença na edição de 2019 do Cannes Lions International Creativity Festival com o projeto FilmBrazil, que promove o trade no mercado internacional.

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Com apoio da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), presente desde 2005, dois anos após a primeira participação da plataforma da Apro (Associação das Produtoras de Audiovisual), a iniciativa tem o suporte da campanha “Discover Brazil’s Amazing Native Species", criada pela F/Nazca Saatchi & Saatchi.

Desta vez a comunicação não contemplou a produção de filmes. Porém, o banner na fachada do Palais des Festivals está mantido. O investimento não foi revelado por Marianna Souza, presidente-executiva da Apro, que concedeu a seguinte entrevista:

Como será a participação do projeto FilmBrazil no Cannes Lions 2019?

A participação da FilmBrazil terá uma forte presença institucional, dando continuidade ao apoio à categoria Film Craft, anúncios de mídia impressa e digital. Além de toda a parte de imagem, temos também o apoio à presença física de 30 produtoras brasileiras no Festival. Ao lado das ações de imagem, teremos ações mais voltadas a negócios. No dia 18 de junho teremos uma ação inédita, em parceria com o festival, que será realizada antes da cerimônia de premiação das categorias de produção. Com ajuda da organização, reuniremos as categorias de Film e Digital para um encontro com os jurados e vencedores dessa categoria. O evento será restrito para associadas da Filmbrazil.  No dia dia 20 estaremos apoiando a competição do Young Directors Award. Premiação que ocorre paralelamente a programação oficial de Cannes e que reúne todos os anos nomes de peso do universo de produção internacional. Além da Apro, apoiam essa iniciativa a AICP (EUA); APA (Reino Unido); DWF (Alemanha); CFPE (Commercial Film Producers of Europe); APFP (França); Film & TV Producenterna (Suécia); Producent Foreningen (Dinamarca) e Swissfilm Association (Suíça).

 Qual é o tema da campanha?

A campanha “Discover Brazil’s Amazing Native Species" é um desdobramento do conceito utilizado no ano passado, com o foco no nosso ecossistema da produção audiovisual, mas cujo destaque desta vez fica por conta da variedade das espécies.

 Quem assina a campanha?

A agência F/Nazca Saatchi&Saatchi.

Por que esse conceito?

Acreditamos que, apesar de toda a nossa diversidade étnica, de paisagens, locações etc, o nosso maior ativo são os nossos talentos.

 E o que esse conceito pretende ativar do ponto de vista de negócios?

Estimular a exportação de serviços de produção de nossas produtoras associadas.

 O Film Brazil manterá o banner na fachada do Palais des Festivals?

Sim.

 Poderia quantificar o investimento global no Cannes Lions?

É preferível não falar em números porque, apesar do investimento ter sido menor, tivemos o impacto da conversão cambial.

 E qual o ROI desse investimento?

Nossa expectativa é manter o número que a gente vem acompanhando ao longo dos últimos anos de geração de negócios. Sabemos que o negócio se inicia lá, mas como lidamos com serviços, demora um tempo maior para se concretizar de fato. Então, é difícil uma mensuração exata. Mas pelo que conseguimos apurar, ao longo de seis meses após Cannes, estimamos que tenha gerado algo em torno de US$ 1,5 milhão. Além disso, Cannes nos traz um ganho de imagem. Cada Leão que o Brasil leva, cada "case" bem sucedido, nos abre várias portas ao longo do ano. Os ganhos são difíceis de mensurar, porém é inquestionável a importância. A participação no Cannes Lions é o ponto alto de nossa programação anual de eventos internacionais. Acreditamos que também se configura em uma excelente oportunidade para networking, sobretudo nesse momento com a variação cambial favorável para projetos internacionais e para as nossas produtoras que atuam no segmento de production service. Ano passado, dos US$ 40 milhões exportados, estimamos que esta modalidade representou uma fatia significativa de 30% dos trabalhos voltados ao mercado internacional

 O lounge está programado?

Não.

 Estão programados meetings de negócios?

Sim. Porém, esses meetings estão sendo agendados diretamente pelas nossas associadas. Para fazer parte da Delegação da FilmBrazil, cada produtora precisa apresentar uma agenda de negócios. Foi uma maneira didática que desenvolvemos junto com elas para garantir que tenham um festival produtivo.

 Quais produtoras aderiram ao festival? E qual incentivo a Apro concede?

Hoje, temos cerca de 30 produtoras participando conosco. Existe o incentivo do apoio e auxílio na participação do Festival não apenas na entrada dele, mas o apoio no encontro com profissionais internacionais de interesse, possibilidade de participar dos eventos de relacionamento que estamos promovendo e obviamente todo o benefício das ações de imagem que teremos.  Porém, para participar, também é exigida uma contrapartida financeira por parte das empresas.  

 Com o dólar mais caro no Brasil, o parque de produção fica mais atraente para produções internacionais?

Sim. Estamos num momento super favorável para produções internacionais.

 Além do preço, a qualidade dos profissionais brasileiros, da direção ao craft, atraem produções?

Sim. Acredito que o preço, apesar de ser um grande atrativo, obviamente não é o único. Até porque existem países inclusive mais baratos que o Brasil. Acho que a força desse mercado e alto nível de qualificação técnica que temos aqui, somados a vasta diversidade, são nosso grande trunfo. Sem dúvida nenhuma, o impacto dessas premiações internacionais é importantíssimo para chancelar esse nosso momento.

 Como a Apro e Film Brazil estão contemplando a Lei Geral de Proteção de Dados?

Estamos acompanhando de perto como isso está evoluindo para entender os impactos.

 E o compliance?

Importante tema hoje em dia, inclusive desenvolvemos o nosso Código de Conduta, que acabou ficando muito vinculado a questão do BV de produção. Porém, é muito mais amplo e tem como objetivo zelar por uma conduta ética no nosso mercado.  

 

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