A tecnologia e o fim das fronteiras

Os desafios do mundo de negócios contemporâneo criam necessidades profissionais que exigem das melhores escolas a constante atualização de cursos. Veja o que a ESPM vem fazendo para acompanhar essas mudanças

Em meio às transformações vertiginosas impingidas pela revolução tecnológica comandada pelo mundo virtual, velhas profissões vão se extinguindo, enquanto outras são criadas. A nova realidade de mercado necessita de especialistas que consigam integrar conhecimento tecnológico, comportamento humano, gestão e desenvolvimento de negócios. Esse profissional tem um nome: techer. No Brasil, um dos centros de excelência na formação de techers é a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), que, além da base teórica sólida, possibilita intercâmbios internacionais e oferece todo o DNA da escola em marketing, comunicação e gestão de negócios.

 Em paralelo, sintonizada com o desafio de romper as fronteiras tradicionais, exigido pelas novas tecnologias, a ESPM forma profissionais que podem ser chamados de diplomatas corporativos. Sua formação se dá no curso de graduação em relações internacionais. A função deles é promover o relacionamento entre empresas e governos de diferentes países. Para isso, precisam ter um amplo conhecimento econômico, cultural, político, militar e social do mundo. Como a ESPM diz em sua apresentação institucional “a diplomacia deixou de ser restrita ao setor público para se tornar fundamental no mundo dos negócios, exigindo profissionais estrategistas e preparados para atuar no mercado globalizado. O curso de graduação em relações internacionais da ESPM tem ênfase em marketing e negócios, o qual foi estruturado para que o estudante não perca a identidade da área de relações internacionais, mas também se especialize na área dos negócios internacionais”.

A seguir, o VP acadêmico da ESPM e os dois coordenadores de área explicam como funcionam esses dois cursos.

 Estrategistas Digitais

A graduação em Tech oferece aos alunos parcerias com grandes empresas e infraestrutura de ponta, em que 80% das aulas são realizadas em ambientes diferenciados e laboratórios no padrão internacional Scale-up. O programa do curso foi inspirado nas melhores escolas de tecnologia do mundo, formando verdadeiros estrategistas da era digital. O professor Rodrigo Tafner é o coordenador do Tech e um dos mentores desse programa de graduação na ESPM. “Eu liderei o grupo, mas não dá para assumir o crédito sozinho.”  Em 2013, o curso foi aprovado pelo MEC, e a escola obteve a autorização para a abertura. “Começamos em 2009 fazendo uma pesquisa no mercado, em que identificamos que a ESPM estava atuando em todas as áreas da economia criativa em maior ou menor grau, segundo dados da ONU, mas faltava a área de tecnologia. Nesse desenho, começamos a pesquisar o que havia no mundo em termos de cursos de tecnologia voltados para a economia criativa”.

 

De acordo com Tafner, foram pesquisados os países líderes nesse processo. São eles Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos e Austrália. Em menor escala, outros países também foram pesquisados, mas a ênfase foi dada a esses, considerados os principais na área. A atenção foi dada aos cursos voltados à tecnologia aplicada à gestão, à comunicação e ao entretenimento – ou seja, a chamada área da economia criativa.

Aqui, para abrir um cursos correlato, foi necessário antes adaptá-lo ao currículo oficial, ou o que Tafner chama de “caixinhas do MEC”. O programa oficial do Ministério tem, para a área de tecnologia, bacharelado em cursos de quatro anos, “são três caixinhas: engenharia da computação, ciência da computação e sistemas de informação”, revela Tafner. Ele explica o que veio a seguir: “ O que mais se aproximava do que queríamos eram os sistemas de informação. Então adequamos as necessidades que o MEC impõe nas diretrizes nacionais curriculares, fazendo as adaptações que eram necessárias, e pensamos em como poderíamos flexibilizar e agregar ao curso ítens para sair do tradicional, que hoje basicamente forma profissionais para o departamento de TI. Queríamos que nossos estudantes, apesar de terem esse conhecimento, não se limitassem a trabalhar nesse departamento, mas em outras áreas aplicando o conhecimento ao marketing, à comunicação, ao BI e à analítics”.

 

O professor Alexandre Gracioso, vice-presidente acadêmico da ESPM, complementa Tafner: “O que Rodrigo coloca é fundamental para nós. Quando desenvolvemos um curso, sempre nos perguntamos: como essa carreira pode se beneficiar do DNA ESPM: mentalidade inovadora, empreendedora, conhecimento de mercado, do consumidor e do marketing. Então procuramos áreas aderentes à nossa marca. Como um curso tradicional pode se beneficiar do DNA da escola? A gente procura por essa via oferecer um curso diferente e único, que só a ESPM poderia desenvolver. Esse curso que o Rodrigo desenvolveu não tem em outra escola por causa do nosso DNA”.

 

Ao final de quatro anos, o aluno sai como bacharel em sistemas de informação. Nos dois primeiros anos, o curso é realizado em período integral. No fim do quarto semestre, as aulas passam a ser noturnas. O objetivo é que o aluno possa, então, estagiar. De acordo com Tafner, cerca de 95% dos alunos conseguem estágio nesse período. “Eles entram em bancos; em companhias de alimentos, como Nestlé; bancos de investimento, como XP, Itaú e Original; em laboratórios médicos, como Fleury; empresas de pesquisa; empresas de publicidade; e diversas áreas que não só a tecnologia. A gente acompanha os mapeamentos do mercado. O LinkedIn fez no ano passado um mapeamento junto com a Rates, de RH, sobre quais são os profissionais que as empresas têm dificuldade de encontrar. Quais eram os skills que eles não encontram? Muitos eram de tecnologia. E a gente cobre todos esses skills”. Ele explica que antes era comum nas empresas dois profissionais pensando em análise de dados: um técnico e outro para fazer a analise mercadológica. “Hoje você tem o Data Science, que nós formamos. Ele consegue extrair o dado, ‘limpá-lo’, enxergar onde ele pode coletá-los, como fazer isso e gerar insights do ponto de vista de negócios. Vai de uma ponta à outra”, finaliza.

 

Dupla Titulação Internacional

A área de relações internacionais no Brasil tradicionalmente sempre esteve ligada à política. Tendo como base o estudo da ciência política, os cursos sempre focaram na diplomacia entre estados. Coordenador do curso de Relações Internacionais da ESPM, o professor Rodrigo Cintra afirma que até hoje os cursos em geral no Brasil são muito ligados às ciências sociais e, numa amplitude maior, à ciência política. Segundo ele conta, quando nasceu a proposta de se criar esse curso, a ideia era ter como diferencial o DNA da escola em gestão de negócios. “Não há em outros cursos essa base de negócios”, garante. Essa base, complementa Cintra, inclui desde a parte quantitativa – estatística, contabilidade e finanças – até marketing e gestão. A partir do quinto semestre, o estudante pode optar por até duas disciplinas (semestralmente), que façam parte de outros cursos da escola. “Assim, além de se estabelecer um estímulo a mais ao estudante, a ESPM favorece a ampliação de sua percepção profissional e o amadurecimento de suas escolhas”, explica Cintra.

 

“No curso da ESPM, existe a possibilidade de se obter uma dupla titulação graças às parcerias com a Universidad Nebrija (Espanha) e Iéseg (França), que permitem ao estudante conseguir o diploma brasileiro e um diploma internacional”, diz Cintra. No curso de graduação, com quatro anos de duração, é dada muita relevância ao estágio. Duas áreas têm se destacado na procura por estagiários, revela o coordenador do curso de relações internacionais da ESPM. Uma delas é a do setor financeiro, em que a demanda é para alocar os estagiários nos departamentos  de relação com os investidores, devido às muitas fusões e aquisições que vêm ocorrendo entre empresas brasileiras e multinacionais nos últimos tempos. A outra área, que ocorre dentro de grandes empresas multinacionais, é a de relações governamentais. Nesse caso, o estagiário – e futuro profissional – tem de desenvolver cenários baseados principalmente nos ambientes políticos e econômicos dos mercados em que a empresa pretende entrar ou mesmo já atua.

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