O que inspira Matheus Miguel, diretor de criação da fri.to?

“E que fique bem claro: não estamos falando de pizza, ok? Estamos falando de dedicação, de ir a fundo, de se jogar de peito aberto”

Vivemos períodos incertos. O mercado se transformou, a forma como trabalhamos mudou, a velocidade de resposta acelerou e o mundo se modifica a cada segundo. Nesse exato momento, enquanto eu estou por aqui e você aí lendo esse texto, alguém está tentando ser essa mudança, buscando o novo.

Engraçado como sempre questionamos todos os agentes externos possíveis, mas não paramos para pensar que existe uma coisa que nunca vai mudar: a matéria-prima do nosso trabalho.

O poder sempre vai estar nas nossas mãos. A chave para realizar tudo aquilo que deseja está muito mais perto do que você imagina.

Em mais de 10 anos entrando e saindo de agências, nunca vi um só ser humano que não tenha conquistado suas batalhas depois de um trabalho duro. E que fique bem claro: não estamos falando de pizza, ok? Estamos falando de dedicação, de ir a fundo, de se jogar de peito aberto em um trabalho ou projeto.

E não precisa de muito: para mim a calça jeans, uma camiseta qualquer, meu velho (e furado) Adidas Nizza no pé e um boné da universidade de Oklahoma (um presente que transformei em um acessório da sorte, mesmo que eu nunca tenha conhecido esse lugar) na cabeça é a vestimenta real e necessária de todos os meus dias.
Desde o início da minha carreira, esse sempre foi meu dress code.

Não que a minha falta de visitas periódicas às gavetas mais profundas do meu guarda-roupa não me atraíssem, mas naquele momento existia algo que falava muito mais alto quando o assunto era trabalho.
Tudo se resumia em criar.

Sem apego, sem ego, sem vícios.

A preocupação não era fazer o trabalho mais foda possível.

Era fazer com que o cliente comprasse aquilo que eu ainda acredito que seja o grande barato da nossa profissão: a minha percepção a respeito da vida. Ou melhor, a respeito de tudo!

Quem ganha mais dinheiro e é bem-sucedido na publicidade não é aquele que tem a ideia mais rápida. É aquele que tem a melhor.

Lembre-se, existe algo que torna você único: a sua capacidade de observação.

Eu sou um cara que acredita demais no bom humor, em pessoas que tenham uma visão sempre positiva da vida e das coisas. E, sinceramente, acho que esse é o grande lance do profissional de publicidade.

Eu, por exemplo, me acho muito melhor que a minha pasta. Eu sou o meu portfólio. A minha concepção sobre o nosso trabalho, sobre o posicionamento do cliente, do produto, da marca e dos consumidores, a minha capacidade de observação é que ganha o meu salário por mim.

Sempre gosto de dizer que nas minhas equipes tem espaço pra todo mundo.

O que importa, é a sua visão a respeito das coisas, sobre os acontecimentos.

Se você é uma pessoa inventiva, se questiona, se tem vontade, sempre vai encontrar um espaço.

Vejo muita gente fritando a cabeça na frente do computador por horas e horas e na maioria das vezes terminam frustrados por não conseguir atingir a melhor performance.

Computador não é lugar de ter ideia. É lugar de executar.

Saia, viva, viaje, pratique um esporte. Esqueça pelo menos por algumas horas a correria dos prazos e se dedique a olhar pela janela.

Olhar o mundo. Questione uma, duas, três, quatro, quantas vezes forem necessárias. 

E depois questione ainda mais.
Tente pelo menos o dobro.

E nunca, jamais, em hipótese alguma, esqueça: só entra no trem quem compra o bilhete.

Em tempo: com toda certeza você tem sonhos.

Disso eu tenho absoluta certeza.

Lute por eles, mas não se leve tão a sério.

No mínimo, faça bonito pra você.

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