1 em cada 5 brasileiros se endividaria para ver o Brasil hexacampeão
Pesquisa da Creditas mostra avanço das apostas e maior tolerância a dívidas durante a Copa
Uma pesquisa da Creditas em parceria com a Opinion Box aponta que a Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar consumo, apostas esportivas e maior tolerância ao endividamento entre os brasileiros.
Segundo o estudo ‘Placar das Finanças: como o futebol mexe no bolso e na dívida dos brasileiros’, 20% dos entrevistados afirmam que aceitariam se endividar para ver a Seleção Brasileira conquistar o hexacampeonato. Entre jovens de 18 a 24 anos, faixa etária que não acompanhou um título mundial do Brasil, o índice sobe para 30%.
A pesquisa também mostra que 74% pretendem gastar dinheiro durante o Mundial e, entre eles, 80% afirmam que poderiam extrapolar o planejamento financeiro para acompanhar os jogos da Seleção. Já 49% dizem que momentos de socialização, como assistir às partidas com amigos e familiares, justificam gastos além do previsto.
No recorte sobre apostas, 56% afirmam considerar participar de bolões ou bets durante o torneio. Entre jovens de 18 a 24 anos, o percentual chega a 69%. O levantamento ainda aponta que 31% dos potenciais apostadores enxergam as apostas como forma de complementar despesas do mês, enquanto 15% associam a prática à possibilidade de gerar renda extra para quitar dívidas.
A adesão às apostas é mais alta entre pessoas endividadas: 79% afirmam considerar apostar durante a Copa, contra 48% entre entrevistados sem dívidas.
“A Copa cria um ambiente de forte mobilização emocional e social, o que naturalmente flexibiliza decisões financeiras que normalmente seriam mais racionais”, afirma Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas. “O problema é quando essa combinação de impulso, consumo e falta de planejamento começa a pressionar ainda mais um orçamento que já está fragilizado.”
O levantamento também aponta um paralelo simbólico entre finanças pessoais e futebol: 41% acreditam ser mais fácil terminar 2026 sem dívidas do que ver o Brasil campeão do mundo, enquanto 39% consideram mais provável o hexa da Seleção do que fechar o ano no azul.
Imagem do topo: Magnific