9ine não exige parada de Ronaldo Fenômeno

Na próxima terça-feira (31) os advogados do grupo WPP e do jogador Ronaldo Fenômeno formalizam a sociedade em uma empresa de marketing esportivo que será identificada pela marca 9ine. O acordo é selado após três meses de negociações. O anúncio oficial será feito dentro de duas semanas. Inicialmente prevista, a presença do ceo Martins Sorrell,  do WPP, que liderou pessoalmente desde o início as converas com o Fenômeno, não será possível. Porém, vai participar através de link ao vivo da coletiva de imprensa.

Sérgio Amado, incumbido por Sorrell de conduzir o negócio, explica que a nova empresa terá operação independente da Ogilvy e um presidente executivo cujo nome ainda sendo identificado. Amado tem três nomes em análise, mas não tem pressa. A 9ine também não significa que o Fenômeno vai parar de jogar pelo Corinthians. Brigando pelo peso ideal, muitos acreditam que o duelo com a balança poderia ser motivo para antecipar o fim da carreira do maior artilheiro das Copas (15 gols). Acostumado a dar a volta por cima, emagrecer é um desafio que pode render dividendos em campo e também fora dele.

“Ronaldo será um presidente institucional. Estar em atividade é um trunfo para o desenvolvimento do negócio. Será uma empresa competitiva e que aproveita a cadeia de relacionamento do craque”, disse Amado. O WPP começou a estreitar relacionamento com Ronaldo Fenômeno durante evento da holding inglesa no último mês de maio no Rio de Janeiro para detalhar oportunidades mercadológicas durante a Copa de 2014 no País e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Sorrell e Ronaldo se entenderam rápido e logo avançaram para a consolidação da 9ine.

O marketing e Ronaldo sempre caminharam juntos. Foi assim que conseguiu contratos milionários de publicidades com marcas como a Nike, relacionamento que conta com respaldo contratual vitalício com a marca de artigos esportivos. Com a Nike tem a linha R9, voltada o futebol e sucesso de vendas junto a garotada. No Brasil, Claro, Vivo, Brahma Chopp, Carrefour e Hypermarcas, por exemplo, já exploraram sua imagem em ações de comunicação.

por Paulo Macedo