Ser uma produtora independente no mercado brasileiro hoje é uma tensão constante entre agilidade e escala. A declaração de Rodrigo Furlan, sócio-diretor da Broders, dá um sinal de como está tensa a relação entre produtoras, agências e marcas no mercado publicitário.
Em abril, a Apro (Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais) foi signatária de carta aberta da Aliança Mundial de Produtoras Independentes, que cobrou mais “transparência” nas concorrências, uma vez que, quando a agência inclui a própria in-house de produção na disputa, ela passa a ter posição mais privilegiada.
Furlan, que está no conselho da Apro, afirma que a estrutura independente precisa segurar uma cultura de prazos indecentes de pagamento. “Principalmente para quem fatura R$ 8 milhões ao ano com suporte de capital próprio. O maior desafio é manter a sustentabilidade”, ressalta ele.
Para se manter no jogo, o executivo trouxe para a Broders Laura Carvalho (ex-BETC Havas) como diretora de cena e criativa, com a ideia de impulsionar conteúdos social first. “A Laura é uma realizadora, uma diretora que atua como estrategista, criativa e vai para o set. Ela fortalece um pensamento que a gente chama de content-first: projetos que nascem digitais e performam como conteúdo concebido para viver na plataforma desde a origem.” Furlan acrescenta que o repertório de Laura é forte, com trabalhos já feitos para Spotify, Gillette, TikTok, Meta, Samsung e outras marcas atendidas em agências, e liderança em Hubs TikTok para algumas contas.

“Continuamos produzindo campanhas globais e filmes robustos, mas paramos de enxergar o social como desdobramento. É no social que acontece o maior ponto de contato entre marcas e consumidores, portanto é natural que as produções estejam mais inseridas nessa nova lógica de consumo”, explica.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 01 de junho.

