Ao refletir sobre o que seria o profissional de mídia perfeito atualmente, Luiza Camara Valente, VP de mídia da DPZ, pensa que a parte técnica é fundamental para dar base ao pensamento estratégico. “Os dashes e outros relatórios ajudam a trazer mais informação e insights, amplificando o conhecimento e as possibilidades de desenvolver uma estratégia mais assertiva. O desafio do mercado é formar profissionais capazes de ir além da leitura dos números, traduzindo dados em contexto, aprendizados e oportunidades de negócio.”
Mas o maior desafio atual é realmente seguir formando e recrutando novos mídias, já que estamos falando de uma área que passou por uma enorme expansão e uma maior demanda por vagas do que profissionais qualificados. “Antes os perfis apenas eram abordados por outras agências, hoje o interesse pode vir também de clientes e veículos, que cada vez mais valorizam o perfil do profissional de mídia. Também é um desafio o equilíbrio entre capacitar a equipe com as ferramentas, integração com AI e todas as evoluções do mercado, mas manter o olhar estratégico, entendimento do negócio e olhar humano”, explica. Isso se aplica também ao aumento do uso de inteligência artificial nas operações, complementa: “Ao mesmo tempo, essa mudança exige rápida requalificação, domínio de novas ferramentas e maior atenção a questões éticas, regulatórias e de governança de dados, tornando o papel humano ainda mais relevante na interpretação, no senso crítico e na tomada de decisão.”
Historicamente, a DPZ foi uma das pioneiras no Brasil a defender a aproximação entre planejamento, conteúdo e mídia para gerar soluções mais conectadas aos desafios dos clientes. Isso significa reforçar o conceito de “efetividade criativa”, segundo o qual criatividade e resultados de negócio precisam caminhar juntos. A mídia passa a ser tratada como uma disciplina diretamente ligada ao crescimento das marcas e ao retorno dos investimentos, e não apenas à distribuição de campanhas.
Nesse contexto, em que os novos mídias dispõem de uma gama de plataformas, Luiza acredita que o fenômeno de concentrar o investimento em algumas específicas está diretamente relacionado ao alcance e à capacidade de segmentação dessas empresas: “Poucos parceiros têm o poder de alcance das plataformas e é natural que haja uma maior relevância de acordo com os objetivos da campanha. Não é sobre dependência, mas sobre audiências massivas e possibilidade de cobertura com segmentação de audiências. O comportamento do consumidor é plural e, por isso, trabalhamos para construir planos que aproveitem o melhor dessas plataformas sem abrir mão de outros pontos de contato relevantes para comunicação.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 22 de junho.


