Reforma tributária traz novos desafios para as agências de live marketing

Ampro fala que a arquitetura fiscal, com CBS e IBS, ocupa lugar central na agenda do setor; entidade tem ajuda do escritório FAS Advogados
Mercado de live marketing está atento às novas demandas que o setor passa a contemplar com a reforma tributária, que também vai agregar maturidade e operações sustentáveis | Imagem: Magnific

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A reforma tributária, que traz para a cena comercial do país as contribuições IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), vai exigir providências de todos os trades. A área de live marketing, por exemplo, já está se articulando para preencher as lacunas que a mudança vai trazer para a gestão financeira e jurídica das agências nos contratos de prestação de serviços com as marcas anunciantes, fornecedores e espaços para realização de eventos.

Claro, a novidade não vai paralisar o setor, mesmo porque a CBS só começa a ser cobrada no ano que vem e o IBS terá sua transição iniciada em 2029 e consolidação em 2033. Mas requer atenção desde já para a precificação e a estrutura de custos.

“A reforma não impacta apenas a carga tributária, mas principalmente a forma de organizar contratos, negociar com fornecedores e estruturar financeiramente cada projeto. No setor de eventos, antecipar esse movimento significa conseguir operar com mais eficiência, previsibilidade e segurança. A reforma tributária não deve ser encarada apenas como uma mudança fiscal. Ela representa uma transformação na forma como as empresas planejam seus projetos, gerenciam fornecedores e tomam decisões financeiras. Quem utilizar esse momento para fortalecer processos e aumentar a eficiência operacional, provavelmente sairá mais competitivo ao final da transição”, detalha João Lessa, CFO da faro.ag.

O mercado de eventos sempre foi muito reconhecido pela criatividade e pela capacidade de execução, acrescenta Lessa. Mas, nos próximos anos, ele enfatiza, a inteligência financeira terá um papel cada vez mais importante para garantir que as operações continuem sustentáveis.

“Será necessário acompanhar mais de perto custos, contratos, fluxo de caixa, créditos tributários e rentabilidade dos projetos. Em um ambiente mais complexo, tomar decisões com base em dados deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade.”

Lessa lembra ainda que o live marketing trabalha com uma extensa cadeia de fornecedores, muitos deles de pequeno porte.

“Em um único projeto podemos trabalhar com dezenas de fornecedores diferentes, muitos deles pequenos empreendedores e especialistas em suas áreas. A reforma deve exigir um nível maior de organização de toda a cadeia. A tendência é que aspectos como documentação fiscal, regularidade e rastreabilidade ganhem ainda mais importância. Não vejo isso como um problema, mas como uma oportunidade para profissionalizar ainda mais o mercado e fortalecer relações de longo prazo entre clientes, agências e fornecedores.”

O planejamento será essencial nessa nova conjuntura fiscal devido à dinâmica do live marketing, que trabalha com prazos curtos e muitas variáveis simultaneamente. Segundo Lessa, “Os contratos passam a ter um papel ainda mais estratégico. Por muitos anos, eles foram vistos principalmente como uma proteção jurídica. Agora, passam a ser também uma ferramenta importante de governança e gestão de riscos. Isso significa que áreas como a financeira, a jurídica e a de produção e atendimento precisarão atuar de forma integrada para garantir eficiência e previsibilidade nas entregas”.

Lessa diz ainda que o mercado de eventos continuará sendo movido pela criatividade, pelo relacionamento e pela capacidade de execução, mas enfatiza: “Temas como governança, planejamento, gestão de dados e inteligência financeira tendem a ganhar cada vez mais protagonismo”.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 06 de julho.

Paulo Macedo
Paulo Macedo
Editor
paulo@propmark.com.br

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