A receita publicitária global deve chegar a US$ 1,4 trilhão em 2030, segundo o estudo ‘Global Entertainment & Media Outlook 2026–30’, da PwC. O levantamento aponta que a publicidade ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão pela primeira vez em 2025 e seguirá como um dos principais motores financeiros da indústria de entretenimento e mídia.
O número faz parte de uma projeção mais ampla para o setor de entretenimento e mídia, que inclui publicidade, conectividade e gastos diretos dos consumidores. Considerando essas três frentes, a indústria movimentou US$ 3,5 trilhões em 2025 e deve alcançar US$ 4,2 trilhões em 2030, com crescimento médio anual de 3,4%.
Segundo a PwC, o avanço da publicidade será impulsionado por inteligência artificial, dados, streaming, retail media e novas formas de mensuração. A consultoria afirma que a tecnologia deve mudar a forma como produtos e serviços de mídia são criados, distribuídos e monetizados, além de ampliar a capacidade das marcas de se conectar com consumidores nos ambientes em que acessam conteúdo e tomam decisões de compra.
A internet continuará sendo o principal vetor do crescimento publicitário. O mercado global de publicidade online cresceu 12,2% em 2025, para US$ 755,6 bilhões, e deve avançar a uma taxa média anual de 7,2% até 2030, quando deve se aproximar de US$ 1,1 trilhão.
Dentro desse ambiente, a PwC aponta uma mudança relevante na busca paga. O avanço do retail media e da publicidade em marketplaces deve ganhar espaço em relação aos modelos tradicionais de search, apoiado em dados proprietários e maior proximidade com o momento da compra. A previsão é que o retail paid search cresça a uma taxa média anual de 9,3% e alcance US$ 188,2 bilhões em 2030, passando a representar 46,7% da receita global de busca paga.
O streaming também deve ampliar sua dependência da publicidade. De acordo com o estudo, as receitas globais de OTT cresceram 13,9% em 2025, para US$ 226,6 bilhões, e devem chegar a US$ 304 bilhões em 2030. Nesse período, a participação da publicidade nas receitas do segmento deve passar de 19,4% para 22,6%, com crescimento médio anual de 9,4%.
A entrada de eventos ao vivo nas plataformas digitais reforça esse movimento. Segundo a PwC, esportes seguem como um dos poucos formatos capazes de reunir grandes audiências em tempo real, o que aumenta seu valor para streamers e anunciantes. O estudo cita a Copa do Mundo de 2026 como um dos maiores eventos de “realidade compartilhada”, combinando presença física, transmissão, streaming e consumo em múltiplas telas.
A mídia exterior também aparece entre os segmentos beneficiados pela combinação entre tecnologia e experiências fora de casa. A receita global de OOH deve passar de US$ 37,9 bilhões em 2025 para US$ 45,8 bilhões em 2030. Dentro desse mercado, o DOOH deve crescer a uma taxa média anual de 9,2% e chegar a US$ 26,5 bilhões, respondendo por 57,9% dos investimentos no segmento até o fim da década.
Para a PwC, o crescimento do DOOH está ligado à valorização de experiências presenciais e ao avanço de inventários digitais, dados e compra programática. A consultoria também aponta que consumidores devem continuar buscando experiências ao vivo, imersivas e contextuais, mesmo em um ambiente cada vez mais digital e algorítmico.
A inteligência artificial deve atuar em diferentes etapas da cadeia de entretenimento e mídia, da produção à recomendação, personalização, distribuição e monetização. Na publicidade, o estudo destaca que a tecnologia tende a favorecer formatos com maior mensuração, segmentação e proximidade com resultados comerciais, como TV conectada e shoppable video.



