AB Inbev aprova oferta formal por SABMiller

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A AB Inbev, líder do segmento cervejeiro, e a SABMiller, segunda da lista mundial no que diz respeito à cervejas e proprietária de marcas como Peroni, Grolsh e Pilsner Urquell, anunciaram um acordo formal para a compra da marca por US$ 121 bilhões. Essa foi uma das maiores transições da história do setor cervejeiro. 

A compra deve ser concluída apenas no segundo semestre do próximo ano. Carlos Brito, CEO da AB InBev, comentou a fusão. “Vamos trazer mais opções para os bebedores de cerveja em mercado fora dos Estados Unidos”, afirmou o executivo. 

A aquisição da SABMiller pela AB Inbev entrou para a lista de grandes compras já feitas, como a que foi realizada, por exemplo, pelo grupo britânico de telecomunicações Vodafone, que, em 1999, adquiriu a alemã Mannesmann por US$ 172 bilhões. Outra transação que chamou bastante a atenção aconteceu em 2013. A própria Vodafone vendeu 45% de sua participação na Verizon Wireless à gigante americana das telecomunicações Verizon por US$ 130,1 bilhões. 

Em 2000, a norte-americana Time Warner anunciou uma fusão com a compatriota AOL por US$ 112,1 bilhões, símbolo dos primeiros excessos das empresas ponto.com. As duas empresas, no entanto, se separaram em 2009.

A farmacêutica americana Pfizer também está no hall das maiores transações da história. Ela adquiriu, no final dos anos 1990, a rival Warner Lambert por US$ 111,8 bilhões, incluindo a dívida. A Pfizer se tornou pouco depois a maior empresa farmacêutica mundial. 

A criação da própria Ambev foi um marco importante que aconteceu entre 1999 e 2000 fruto de uma aliança entre a Brahma e a Antarctica. Com a união, a Ambev tornou-se titular de 55,1% das ações com direito a voto da Brahma e de 88,1% das ações votantes da Antarctica, enquanto o Grupo Braco e a Fundação Zerrenner possuíam, respectivamente, 76% e 24% das ações votantes da Ambev. Subsequentemente, os acionistas minoritários da Antarctica (setembro de 1999) e da Brahma (setembro de 2000) trocaram suas ações da Antarctica e da Brahma por ações da Ambev, fazendo com que ambas as companhias se tornassem subsidiárias integrais da Ambev.