Agências de live marketing projetam um ano guiado por dados e integração
Com crescimento em 2025, operações apostam em experiência, tecnologia e governança para ampliar relevância junto às marcas
O live marketing chega a 2026 com expectativas positivas e um papel cada vez mais estratégico dentro das decisões das marcas. Após um 2025 marcado por crescimento, consolidação de portfólio e maior seletividade dos anunciantes, as agências projetam um novo ciclo orientado por dados, tecnologia, integração com outras disciplinas do marketing e modelos de atuação mais próximos dos negócios dos clientes.
Na Sherpa42, 2025 foi descrito como um ano simbólico e de virada. “Comemoramos 10 anos de existência e fechamos o primeiro semestre com crescimento relevante e expressivo, superior a 80% em relação ao mesmo período de 2024, além de aumento de ticket médio e volume de ações”, afirma Manoela Simões, diretora de novos negócios. Para ela, o segundo semestre manteve estabilidade, após um ciclo intenso de expansão no início do ano.
Ao longo de 2025, a agência desenvolveu mais de 35 projetos para marcas como Banco do Brasil, Nike, Red Bull, Smirnoff e Johnnie Walker, além de ampliar sua atuação em contas públicas e abrir uma unidade em Brasília. “A capital federal surgiu como um passo estratégico dentro da nossa trajetória, ampliando presença nacional e criando uma base mais próxima de grandes marcas e instituições”, diz Manoela. Para 2026, a expectativa é de crescimento nas operações de São Paulo e Brasília, com foco em regionalização inteligente e integração entre estratégias locais e globais.
No campo das tendências, a executiva aponta a retomada das experiências como motor de conteúdo e engajamento. “O marketing de experiência deixa de ser um substituto tímido da presença física e volta a ser um asset estratégico de conteúdo, consideração e equity”, afirma. Ela também destaca a consolidação de experiências imersivas com camadas de tecnologia, sustentabilidade como requisito básico e a ascensão de microexperiências locais e replicáveis.
Na Hands, o balanço de 2025 também é positivo. “O mercado estava bastante aquecido, e as marcas foram seletivas na escolha de parceiros estratégicos, o que privilegia agências que buscam evolução contínua”, avalia Marcelo Lenhard, CEO. Segundo ele, a conquista de novos clientes, como Raízen, Shell e Seara Gourmet, contribuiu para diversificar receitas e ampliar a atuação em diferentes segmentos.
Para 2026, Lenhard projeta um desempenho ainda melhor. “Teremos um ano muito bom, com crescimento maior do que tivemos em 2025, impulsionado pelas contas conquistadas no fim do ano e por processos que estão em fase final”, afirma o executivo. Em relação ao mercado, a expectativa é de um ambiente aquecido, mas com investimentos mais equilibrados ao longo dos trimestres, influenciados pelo calendário de Copa do Mundo e eleições.
Entre as prioridades estratégicas da Hands estão governança e tecnologia. “Estamos no radar dos CMOs, e o mercado percebeu a contribuição estratégica do brand experience na construção e posicionamento de marca. Por isso, aceleramos o processo de governança corporativa e orientamos nossos esforços para gente e tecnologia”, diz. A adoção de inteligência artificial na cultura operacional, segundo ele, já gera ganhos de produtividade e competitividade.
Já na AKM, 2025 foi marcado por crescimento de 64% em relação ao ano anterior. “Foi um ano extremamente positivo e transformador, resultado do amadurecimento de uma estratégia cada vez mais integrada e da força de um time maduro e colaborativo”, afirma Juliana Pileggi Suplicy, CEO da agência.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa de 12 de janeiro.
Imagem do topo: Divulgação/Sherpa42