The United Collection é um projeto do coletivo Young Designers United,  de Amsterdã, que está sendo lançado nesta terça-feira (17) e que uniu designers de moda em torno do seguinte desafio: desenvolver roupas que unissem as cores das bandeiras de países conflitantes. As possibilidades eram muitas, já que hoje há mais de 50 conflitos armados e violentos ao redor do mundo, e apenas um punhado de países vivendo em relativa paz. O Brexit, os conflitos entre a Ucrânia e a Rússia e as guerras na África serviram de pano de fundo para a criação de uma coleção que procura desconstruir a violência que os marca, através de uma declaração criativa contra as tensões da atualidade. 

“De vez em quando surge um projeto que tem vida própria. Sua própria dinâmica. Talvez porque a ideia por trás da The United Collection seja tão atual, que pessoas e empresas quiseram contribuir sem pensar duas vezes. O poder da criatividade e fazer algo positivo realmente trazem o melhor das pessoas. ”, disse Bas Korsten, sócio criativo da J. Walter Thompson Amsterdã, que assina o lançamento o projeto com um evento, um site, um vídeo para as mídias digitais e uma campanha ao ar livre, em que as próprias peças serão exibidade pelas ruas da capital holandes. 

O Brexit inspirou a designer holandesa Anne Oomen, enquanto a artista romena Andrea Endresz analisou a relação volátil entre a Ucrânia e a Rússia. Outra holandesa, Irene Heldens, interpretou uma das muitas guerras da África, o conflito entre a Eritréia e Djibuti. Todos fazem parte do coletivo de moda jovem Amsterdam Designers United. Os materiais foram utilizados por seu significado simbólico: fio de ouro para unir a Eritreia e o Djibuti; um espartilho de cetim vermelho; corda para representar a supressão da geração mais jovem do Reino Unido na esteira do Brexit; e sugestões de desenhos folclóricos compartilhados entre a história russa e ucraniana.

Assista ao vídeo:

https://player.vimeo.com/video/265064877

Não por acaso, o lançamento do projeto está sendo realizado na galeria Castrum Peregrini (que significa “a fortaleza do peregrino), antiga casa secreta onde artistas se esconderam durante a ocupação alemã de Amsterdã na Segunda Guerra Mundial.  Depois de Amsterdã, a coleção segue para Londres.