Parte do ecossistema da VML, do qual é colaborativa com a sua expertise, a agência Mutato é focada em relevância cultural e digital, por meio do apelo da sua essência de produto pautada nas estratégias social first, que abrem as portas para as outras demandas midiáticas. Nas palavras de Décio Freitas, COO e sócio da marca do WPP, os KPIs mais relevantes em social vão além dos números brutos e buscam medir impacto real e percepção de marca. “O volume de menções positivas sobre uma campanha ou produto é cada vez mais valorizado pelos clientes, porque reflete não só o alcance, mas a qualidade da conversa gerada”, analisa o executivo, que atende marcas como Danone, Toyota, Ipiranga, L’Oréal e Jack Daniel’s. “O alcance orgânico também se tornou um termômetro importante de relevância cultural para as marcas”, ele acrescenta.
Quais são os KPIs de social media que realmente fazem sentido para as marcas quando elas são expostas nos canais?
Indicadores de sentimento, share of voice e crescimento de comunidades entram nesses KPIs, pois eles mostram o quanto a marca está inserida nas conversas que realmente importam para o público.
É necessário contemplar escolhas?
Isso não exclui métricas como visualizações, engajamento e taxa de interação, que já fazem parte da mensuração de social há tempos e continuam sendo fundamentais para avaliar a performance dos conteúdos.
E qual é o impacto?
No fim das contas, os KPIs mais valiosos são aqueles que conseguem conectar performance com construção de marca e impacto cultural, mostrando não só quantas pessoas foram atingidas, mas, principalmente, como elas engajaram e o que passaram a pensar ou sentir sobre a marca a partir daquele conteúdo.
A ideia mais valiosa para os CMOs e outros gestores de marcas está na busca por awareness ou o impacto no funil de vendas ainda é a questão preponderante para eles?
O social first já ultrapassou o papel de apenas impulsionar awareness, há muito tempo. A evolução das plataformas e o crescimento do social commerce transformaram as redes sociais em verdadeiros pontos de venda, onde a jornada do consumidor acontece de forma integrada e fluida.
Qual é o fato então?
Hoje, é possível gerar resultados financeiros concretos diretamente a partir das redes, seja por meio de lojas nativas, links de compra em conteúdos ou ativações com influenciadores.
Por exemplo?
Para ficar num exemplo mais recente, posso citar a chegada do TikTok Shop ao Brasil, que potencializa ainda mais essa dinâmica, permitindo uma venda integrada ao conteúdo, sem fricção.
E como a agência se posiciona nesse cenário?
Acompanhamos de perto esses indicadores e já entregamos resultados financeiros tangíveis para nossos clientes por meio de estratégias social first, comprovando que as redes sociais são, hoje, canais de performance e geração de negócios, além de construção de marca.
Pode citar outros exemplos de aproveitamento dessa metodologia, uma característica da era digital, e como ela está contribuindo para a transformação dos resultados de negócios dos clientes?
Um segmento que vem sendo altamente impactado pelo social, especialmente pela creator economy e pelo TikTok, é o de beleza. A influência de um creator, por exemplo, na venda é tão direta que existem vários casos no Brasil e no mundo afora de influenciadores que criaram as próprias marcas de beleza.
O que pode ser considerado como benchmark nessa linha de raciocínio?
É o caso de marcas como Boca Rosa, Bruna Tavares, Vic Beauté e Sallve, entre outras. Lá fora temos a Rare Beauty e a Kylie Cosmetics como exemplos de marcas criadas e transformadas pelo social e pelo poder de suas criadoras.
Como a inteligência artificial generativa e os algoritmos de recomendação impactam o processo de criatividade, essencial para a diferenciação no mundo digital, diante de tantas ofertas nesse ambiente omnichannel?
A partir do momento em que as redes sociais deixaram de ser plataformas de conexão entre amigos para se tornarem plataformas de entretenimento e informação, o algoritmo passa a valorizar cada vez mais a relevância do conteúdo para o usuário, e isso mudou radicalmente a lógica da criação de conteúdo.
Por quê?
Hoje, o que determina o sucesso de uma peça não é mais apenas quem publica, mas sim a relevância e o potencial de engajamento do conteúdo para cada
usuário.
Nesse cenário, a IA generativa surge como uma aliada?
Sim. Porque ela permite criar conteúdos personalizados em escala, testar formatos rapidamente e adaptar mensagens para diferentes públicos e contextos.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 06 de julho.



