Os grupos Publicis e Omnicom, dois dos principais players da publicidade mundial, divulgaram seus resultados financeiros do terceiro trimestre nesta semana.

As receitas totais do Omnicom no trimestre julho/setembro foram de US$ 3,6 bilhões, alta de 2,2%, considerando o resultado orgânico, que exclui impactos de aquisições e flutuações cambiais.

Entre as disciplinas, os maiores crescimentos vieram de healthcare, com alta de 9,5%, da publicidade tradicional, com 3,4% e CRM, com 1,8%. Por outro lado, RP caiu 3,8%.

A operação da América Latina do Omnicom foi o grande destaque da empresa, com crescimento de 6,6% nas receitas nesse período. A alta na região, que considera os resultados das agências brasileiras em redes como BBDO, DDB e TBWA,  representou uma vantagem sobre Estados Unidos (crescimento de 2,7%), Europa (1,6%), Reino Unido (3%) e Ásia (0,4%).

Segundo o Chairman e CEO John Wren, a performance atingiu os objetivos propostos no ano e “demonstra a consistência e diversidade das operações da empresa”.

John Wren, CEO do Omnicom: resultados atingidos

Já Publicis Groupe teve uma queda de 14% no valor de suas ações na Europa, após divulgar os resultados trimestrais e reduzir sua previsão de receitas para o ano. “Estamos na pior parte de nossa jornada de transformação e, como se trata de um caso de mudanças estruturais, as coisas sempre pioram antes de melhorarem”, afirmou Arthur Sadoun, CEO do grupo, a analistas de mercado.

No terceiro trimestre, o grupo teve receitas orgânicas de 2,6 bilhões de euros, queda de 2,7%. A Europa teve queda de 3,3% e as operações dos Estados Unidos caíram 4,9%. A região da Ásia teve alta de 2,5%, com desaque para a Índia, com 20,4% e China, com 4%. A América Latina foi destaque negativo, com baixa de 7,2% nas receitas, puxada pelo Brasil, onde as receitas foram 14,9% menores, sempre na comparação com o terceiro trimestre de 2018.

Arthur Sadoun: coisas pioram antes de melhorarem
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