Alan Strozenberg: ‘Criatividade além da comunicação’

CEO & CCO da  Baila Creative Co., executivo detalha o reposicionamento como venture creative e a proposta de usar a criatividade como capital

Com passagens por algumas das principais agências do país, como Detroit (Grupo Talent) e DM9, Alan Strozenberg conduz hoje a Baila Creative Co., fundada em 2023 com a proposta de usar a criatividade além da publicidade tradicional.

Após transformar a antiga Z515, o executivo lidera a agência com um modelo que define como venture creative, para “usar a criatividade além da comunicação, com profundidade em marca, marketing e inovação, ajudando até a estruturar um ecossistema de negócios”.

Com contas como Mottu, Giraffas, Penalty e governo de São Paulo, ele defende que a relevância das agências passa por construir marcas fortes, incorporar tecnologia sem perder a sensibilidade humana e operar com times diversos capazes de responder a um cenário de maior complexidade. “Nosso capital é a criatividade”, define o executivo.

Alan Strozenberg, CEO & CCO da Baila Creative Co. | Imagem: Alê Oliveira

A seguir, confira a entrevista com o executivo:

Você veio de outra agência, certo? Por que a decisão de criar um novo nome, passar por esse rebranding?
A Baila nasceu da Z515, que tinha sido a minha última agência, e num processo em que eu acabei assumindo a agência dos meus sócios. Eu entendi que o mercado estava em total transformação, e ele continua em total transformação, logo percebi que a agência tinha de se transformar. Se você não se transforma, o negócio fica pra trás. Então nesse processo que a Z515 virou a Baila, ela passou a ter um novo pensamento, uma nova entrega, novos heads e, consequentemente, acho que novos produtos, novas soluções. A nova agência pedia um novo nome, que representasse mais esse novo posicionamento, essa nova proposta.

No início de 2025, vocês anunciaram esse reposicionamento como uma venture creative. Explique um pouco desse conceito?
Penso que hoje, justamente nessa transformação, só as soluções de comunicação não são mais suficientes para resolver todos os problemas dos clientes. Eu falo assim: a gente é uma VC. Você fala: “VC? Uma venture capital?”. Não — uma venture creative. Por quê? Porque o nosso capital é a criatividade. Então, o que eu acredito é em a gente usar a nossa criatividade a favor do seu venture. Por isso, venture creative.  Eu sempre acreditei que boas pessoas de publicidade e marketing têm skills para usar a criatividade muito além de campanhas, slogans, filmes etc. Isso vem de uma inquietude grande que eu sempre tive de poder contribuir, através da criatividade, com o negócio do cliente de uma maneira mais ampla.

Como tangibilizar isso?
O que a gente faz é: o cliente tem um problema de negócio, e nós ajudamos a identificá-lo. Se a solução do problema de negócio dele vai além da comunicação, se ele precisa criar produtos, novos serviços, trazer inovação tecnológica etc., a gente ajuda nisso também, mas tudo isso do ponto de vista da criatividade.

Você acha que conseguir aplicar esse conceito é uma vantagem competitiva de ser uma agência independente?
Eu entendo que sim. Porque, para você identificar problemas de negócio de um cliente, você precisa estar próximo. E eu entendo que agências independentes têm um formato que permite você estar mais próximo dos clientes do que os grandes grupos multinacionais. É uma questão de estrutura, de modus operandi.

Quais são os projetos e novidades para 2026?
A gente está lançando um projeto chamado ‘Baila Com’. O nome Baila, inclusive, remete a esse convite de “baila comigo”, “vem comigo”. A ideia é trazer talentos diversos para conversar com a gente e ajudar a encontrar soluções mais criativas e disruptivas. O primeiro Baila Com foi com Will Weisman, ex-diretor executivo da Singularity University e fundador da KittyHawk Ventures, um VC focado em inovação e disrupção. A ideia é expandir esse projeto, trazendo pessoas de dentro e fora do mercado, porque outros olhares trazem novos insights e novas soluções.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa de 12 de janeiro.

Imagem do topo: Alê Oliveira