Amil lidera investimentos em mídia entre operadoras de saúde em 2025
Estudo da GPeS aponta um mercado concentrado e ainda fortemente dependente de mídia tradicional, com predominância de canais offline
A Amil liderou com ampla vantagem os investimentos publicitários entre operadoras de planos de saúde no Brasil em 2025, segundo estudo da GPeS Comunicamos Saúde. O levantamento aponta um mercado concentrado e ainda fortemente dependente de mídia tradicional, com predominância de canais offline nas estratégias de comunicação do setor.
Ao longo do ano, a Amil destinou cerca de R$ 105,8 milhões à mídia, sendo aproximadamente R$ 93,4 milhões aplicados em formatos offline, como televisão e impressos, e R$ 12,4 milhões em canais digitais. Na sequência, a Hapvida aparece na segunda posição, com investimento total de R$ 66,9 milhões — dos quais R$ 57,6 milhões em mídia offline e R$ 9,3 milhões em digital.
A Unimed, considerando apenas a operação nacional, somou cerca de R$ 5,16 milhões em comunicação, com R$ 4,31 milhões destinados à mídia offline e R$ 844 mil ao digital. Já a Bradesco Saúde registrou aproximadamente R$ 2,58 milhões em investimentos, sendo R$ 2,41 milhões em formatos tradicionais e R$ 173 mil em canais online.
Na sequência, a SulAmérica totalizou cerca de R$ 2,39 milhões em aportes publicitários, com R$ 2,23 milhões em mídia offline e R$ 162 mil em digital. Entre as operadoras analisadas, a Porto Seguro Saúde apresentou a menor presença publicitária, com aproximadamente R$ 146 mil investidos no período, majoritariamente em mídia offline.
"Estamos observando um investimento crescente, tanto no ambiente online quanto no offline, entre todas as maiores empresas operadoras de saúde no Brasil, com um destaque especial para a região Sudeste. Esse comportamento reflete diretamente o cenário mais competitivo e de consolidação que o setor atravessa atualmente.", afirma Gilmara Espino, presidente da GPeS.
Segundo Daiane Maciel, líder da área de Inteligência de Mercado da GPeS, a leitura dos dados mostra que a construção de marca segue sendo central nas estratégias das operadoras. “Apesar do menor custo e do maior alcance da mídia online, o investimento em mídia offline segue muito superior, refletindo a prioridade do setor por canais de grande alcance para a construção de percepção de liderança e confiança em larga escala”, afirma.
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