Ana Ferraz recomenda visão sistêmica e equilíbrio para chefiar negócios criativos
CBO e partner da Biosphera.ntwk defende influência construída no dia a dia e modelo de gestão baseado em soluções a partir de pessoas e pilares estratégicos
Em um mercado criativo cada vez mais conectado à estratégia, dados e gestão de negócios, liderar exige ampliar repertório e assumir responsabilidades que vão além da operação. Para Ana Ferraz, CBO e partner da Biosphera.ntwk, a liderança se constrói no equilíbrio entre visão estratégica, capacidade de entrega e conexão humana.
Ao revisitar a própria trajetória, Ana identifica que os momentos mais decisivos da carreira foram justamente aqueles de maior pressão. Situações em que as expectativas eram altas e os resultados precisavam ser entregues com consistência. Foi nesse contexto que consolidou uma visão sobre liderança baseada no equilíbrio entre três forças: desafio, entrega e pessoas.
“Não basta ter visão. É preciso transformar a visão em resultado sem perder a conexão humana”, afirma.
Com o crescimento do negócio, a executiva percebeu também a necessidade de ampliar o repertório profissional. Dominar os aspectos criativos e operacionais deixou de ser suficiente. Passou a aprofundar conhecimentos em finanças, gestão administrativa e estrutura de negócio, desenvolvendo uma visão mais ampla sobre a condução da empresa. Segundo ela, liderança exige maturidade estratégica e capacidade de compreender o funcionamento do negócio como um todo.
Ao falar sobre poder e influência, Ana estabelece uma distinção clara. Para ela, ocupar uma posição estratégica não garante mobilização automática das equipes. “Poder é um cargo. Influência é um reconhecimento.”
A influência surge quando as pessoas confiam na visão do líder e
se sentem inspiradas a agir a partir do seu exemplo. Esse reconhecimento, esclarece a executiva, é construído no cotidiano, nas decisões difíceis e na coerência entre o discurso e a prática.
Ao assumir posições mais estratégicas, Ana afirma ter reforçado uma mentalidade coletiva. Liderar deixou de ser protagonismo individual para se tornar um processo de construção conjunta. “Abandonei a lógica do ‘eu faço’ e abracei o ‘nós construímos’”, afirma.
Imagem do Topo: Divulgação
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 09 de março: https://propmark.com.br/edicao-da-semana/edicao-de-9-de-marco-de-2026/