Beto Carrero World transforma legado familiar em estratégia
Em entrevista ao propmark, o CEO Alex Murad fala sobre posto de maior parque temático da América Latina e os 34 anos do empreendimento
À frente do Beto Carrero World, Alex Murad, filho do fundador Beto Carrero (João Batista Sérgio Murad), acompanhou desde a infância a transformação da antiga fazenda no maior parque temático da América Latina.
Aos 34 anos, o empreendimento se consolida como um dos destinos turísticos mais visitados do Brasil, reunindo cerca de dez áreas temáticas e mais de cem atrações entre brinquedos, experiências imersivas e espetáculos artísticos.
Localizado em Penha, no litoral norte de Santa Catarina, o parque tem estruturado sua expansão a partir de um portfólio de parcerias nacionais e internacionais com marcas como DreamWorks Animation, Hasbro, Paramount, Mattel e, agora, Galinha Pintadinha.
“Começou muito pequeno, o que não é comum nesse setor, e cresceu movido por um sonho, por motivação e, principalmente, por paixão”, afirma Murad. A seguir, confira a entrevista com o executivo.
Como foi o processo de assumir a liderança do parque?
Foi uma coisa que aconteceu. Desde pequeno, meu pai me trazia para cá, toda essa propriedade aqui, onde é o parque, era uma fazenda. Então, eu vi tudo isso sendo construído do zero. É como se eu tivesse nascido aqui dentro e, para mim, é muito natural. Eu faço essa mesma transição com a minha família, que sempre está aqui comigo, acompanhando. Minha filha, meu filho, minha mulher. Para a gente manter essa base e sempre ter uma empresa familiar.
Manter o legado do seu pai e transformar seu nome em um negócio também traz desafios?
Eu acho que isso é o que nos motiva mais. Toda a história do meu pai, humilde, que batalhou. Meu pai fez isso crescer ao longo da vida dele inteirinha. É o sonho dele, é o sonho de todo o time. A gente tem um pessoal que trabalhou com o meu pai, e trabalha até hoje aqui. Pessoas com 10, 15, 20, 25 anos, 30 anos de casa, que estão motivadas por esse sonho. Famílias que foram construídas aqui.
Vocês completam 34 anos como o maior parque temático da América Latina. Na sua avaliação, qual foi o principal pilar para chegar até aqui?
Paixão. Somos uma empresa apaixonada. A gente quer fazer essas coisas, a gente quer fazer o produto crescer. A gente quer que o Beto Carrero cada vez se consolide mais como ‘o destino’. E a gente não está motivado pelo lado financeiro, a gente está motivado pelo lado do legado. O desejo é que daqui 50 anos esse parque, mais do que na América Latina, esteja muito bem ranqueado no mundo, e vamos trazer várias atrações para isso. Acho que a gente está bem maduro para criar coisas realmente incríveis e estamos animados para essa nova fase.
Hoje o parque reúne diversas marcas parceiras. Você consegue dimensionar esse ecossistema de parcerias?
Ah, são muitos. Assim, a gente começou isso há anos com a Dreamworks, que é um estúdio muito legal, com o criador de ‘Shrek’, ‘Madagascar’. E para a gente foi um grande aprendizado trabalhar com os americanos, que são líderes dessa indústria. E a gente foi gostando e cada vez trazendo mais parceiros. Hoje, trazemos mais um. Mais alguns vão vir.
Como funciona a curadoria das marcas parceiras? O que define se uma parceria faz sentido para o parque?
É um processo feito em conjunto. E quando você faz uma coisa com mais pessoas, eu acho que todas elas têm de respeitar cada uma um pouco a outra. Então, é
isso que faz com que a gente consiga trazer tantas marcas aqui. Temos esse jeitinho que encanta a todos. Eles gostam do que a gente entrega e cada vez mais somos buscados por marcas para estarem com os produtos deles aqui dentro
do parque.